Produtor deve priorizar dessecação ao iniciar plantio de soja em Minas Gerais

Com fim do vazio sanitário em 1º de outubro, controle de plantas daninhas no Triângulo Mineiro exige avaliação prévia da área antes da semeadura

Produtor deve priorizar dessecação ao iniciar plantio de soja em Minas Gerais
Produtor avalia área para dessecação pré-plantio no Triângulo Mineiro

Produtor deve avaliar plantas daninhas e história da área antes de plantar soja em Minas Gerais. Fim do vazio sanitário libera avanço da safra 2026/27.

A safra 2026/27 de soja começou a ganhar espaço em Minas Gerais após o encerramento do vazio sanitário no estado em 30 de setembro. Desde 1º de outubro, produtores podem avançar com a implantação das lavouras, colocando o Triângulo Mineiro, uma das principais regiões produtoras, em momento decisivo de preparação das áreas.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu o vazio sanitário da soja em Minas Gerais entre 1º de julho e 30 de setembro. A medida faz parte da estratégia de prevenção e controle da ferrugem-asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

Com o término desse período, inicia-se nova etapa no campo, mas o trabalho anterior à semeadura pode impactar diretamente o estabelecimento da cultura. A dessecação pré-plantio constitui ponto de atenção central. A operação busca eliminar plantas daninhas presentes na área antes da implantação da soja, reduzindo a competição inicial por recursos.

Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, o momento exige que o produtor avalie a área antes de decidir simplesmente colocar máquinas em campo.

“Quando termina o vazio sanitário, existe naturalmente uma expectativa para iniciar o plantio, mas a semeadura não deveria ser o primeiro passo da safra. É preciso avaliar como essa área chega ao novo ciclo, quais plantas daninhas estão presentes e se o manejo realizado antes do plantio foi suficiente para oferecer boas condições para o estabelecimento da soja.”

A preocupação encontra respaldo nas recomendações técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Plantas daninhas podem interferir na cultura da soja por meio da competição por água, luz e nutrientes, além de funcionarem como hospedeiras de pragas, doenças e nematoides.

A recomendação técnica é que o controle não fique restrito aos dias imediatamente anteriores ao plantio. O manejo deve considerar as espécies presentes, o estágio de desenvolvimento das plantas e o histórico da área. Não existe estratégia única que funcione para todas as propriedades, uma vez que plantas em estágio inicial apresentam diferentes demandas de controle.