Ex-deputado critica ordem do ministro do STF que determinou início do cumprimento de pena de quatro anos e dois meses

Ex-deputado Eduardo Bolsonaro classificou como arbitrária decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou início do cumprimento de sua pena e cancelamento de passaporte.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro classificou como “arbitrária, inoportuna e inócua” a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento de sua pena e o cancelamento de seu passaporte.
Segundo nota divulgada por Eduardo, o magistrado tumultuaria o país com a medida. “Mesmo após o claro recado de basta dado pelas urnas, Alexandre de Moraes mais uma vez tumultua o país com uma decisão arbitrária, inoportuna e inócua, uma vez que os Estados Unidos já deixaram claro que não cumprem decisões delirantes dessa natureza”, afirmou.
Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação. A sentença foi proferida pelo STF.
Em sua manifestação, o ex-deputado afirmou que a ordem foi tomada “deliberadamente no meio do processo eleitoral” e relacionou a decisão ao calendário das eleições presidenciais. Segundo Eduardo, o único efeito prático da medida seria acirrar os ânimos do país sem necessidade. “O único efeito prático desse ato, tomado deliberadamente no meio do processo eleitoral, é acirrar ainda mais, e sem nenhuma necessidade, os ânimos do país”, declarou.
Eduardo também apostou na vitória de seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL-SP), no segundo turno das eleições presidenciais marcado para 25 de outubro. Segundo o ex-deputado, o candidato, junto ao novo Congresso, restaurará a normalidade no Brasil. “Felizmente, no próximo dia 25, o povo brasileiro dará o seu recado final elegendo Flávio Bolsonaro, que, com o novo Congresso, vai restaurar a normalidade no Brasil.”
A decisão do ministro Alexandre de Moraes integra processo no qual o ex-deputado foi condenado pela Corte em ação relacionada a investigações sobre atos que questionaram a democracia.







