Empresa respondeu ao TSE em 48 horas sobre suspeita de tratamento desigual na distribuição de conteúdo da campanha presidencial

A Meta afirmou que restrições de alcance relatadas pela campanha de Lula foram causadas por problemas técnicos.
A Meta atribuiu a “problemas técnicos” as restrições de alcance relatadas pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos conteúdos publicados nas redes sociais. A resposta surgiu após a equipe do presidente anunciar medidas judiciais contra a empresa e levar a controvérsia ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O ministro Marco Aurélio Bellizze havia determinado prazo de 48 horas para a Meta explicar se houve restrição de distribuição, exclusão de recomendações, bloqueios geográficos ou outras limitações aplicadas aos conteúdos da campanha de Lula. A empresa respondeu que ocorreram problemas técnicos e afirmou compromisso com tratamento isonômico.
“Problemas técnicos” foi a justificativa fornecida pela plataforma para as limitações.
A explicação fornecida será confrontada com os registros de moderação, distribuição e anúncios que estão sob controle da própria plataforma. O ministro destacou que os fatos discutidos acontecem dentro de sistemas administrados exclusivamente pela Meta, incluindo mecanismos de recomendação, sinais de autenticidade, moderação e publicidade.
A campanha de Lula sustenta que vídeos publicados pelo presidente tiveram crescimento acelerado de audiência e, em seguida, passaram a enfrentar limitações. A existência de interferência deliberada, porém, não está comprovada. A resposta técnica da Meta e os dados solicitados pelo TSE serão determinantes para conclusões.
A disputa é relevante porque Instagram, Facebook e WhatsApp são ferramentas centrais da campanha presidencial. Uma alteração algorítmica capaz de reduzir ou ampliar a distribuição de conteúdo pode afetar milhões de eleitores sem produzir sinais visíveis semelhantes aos do horário eleitoral de rádio e televisão.
O episódio ocorre enquanto o TSE enfrenta outra controvérsia envolvendo a Meta: o canal “Exército do Lula”, administrado por André Janones, foi suspenso por Kassio Nunes Marques e reativado horas depois pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva. O desfecho do caso depende da análise dos dados técnicos fornecidos pela Meta e das decisões subsequentes do tribunal.







