Empresários brasileiros buscam diálogo com governo Trump em Washington

Comitiva liderada pela Abrig se reúne com congressistas e setor privado dos EUA para discutir impacto das tarifas impostas pelo presidente norte-americano.

Empresários brasileiros buscam diálogo com governo Trump em Washington
Pessoas caminham perto do edifício do Capitólio dos EUA, em Washington. Foto: Reuters/Leah Millis — Foto: Pessoas caminham perto do edifício do Capitólio dos EUA, em Washington  • 27 de março de 2026REUTERS/Leah Millis

Comitiva de líderes comerciais brasileiros esteve em Washington na semana de 5 de outubro para buscar canais de diálogo com governo Trump.

Empresários e representantes de diversos setores comerciais brasileiros estiveram em Washington buscando contatos com a iniciativa privada e integrantes do governo norte-americano na semana de 5 de outubro. A movimentação ocorre em meio às tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e à incerteza no cenário político dos dois países, com as eleições presidenciais no Brasil e o pleito para o Congresso norte-americano, no qual está em jogo um terço do Senado e toda a Câmara dos Deputados.

Jean Castro, presidente da Abrig (Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais), liderou uma comitiva formada por líderes de associações comerciais e empresários brasileiros em Washington. Segundo ele, o grupo realiza visitas anuais à capital norte-americana desde 2024 para tratar das relações entre os dois países.

“O Brasil precisa usar sua capacidade diplomática e de fato se engajar na veia comercial, num processo contínuo”, afirma Jean Castro.

Na agenda constaram reuniões com o empresariado norte-americano e encontros com integrantes do Comitê de Meios e Recursos da Câmara dos Deputados. De acordo com Jean Castro, um dos objetivos é entender os canais legais e seguros para se chegar ao governo Trump.

No mês de setembro, representantes do setor de rochas estiveram em Washington também buscando interlocução. A estratégia é demonstrar que as tarifas impostas pelo governo Trump podem ser prejudiciais também aos setores comerciais nos EUA, já que encarecem a matéria-prima.

No caso da construção, o diálogo acontece com congressistas que defendem projetos habitacionais. “Como é possível expandir a construção de casas sem a matéria-prima disponível?”, questiona Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas (Associação Brasileira de Rochas Naturais).

A Centrorochas também participou, no meio do ano, de audiência pública sobre tarifas impostas aos produtos brasileiros. O argumento apresentado foi o de que a cobrança das taxas não favorece o mercado norte-americano.