Dólar fecha semana com alta de 1,75% após pesquisas eleitorais mostrarem empate técnico

Moeda oscilou em margens estreitas nesta sexta-feira, influenciada por pesquisas que apontam disputa indefinida pela Presidência

Dólar fecha semana com alta de 1,75% após pesquisas eleitorais mostrarem empate técnico
Cotação do dólar oscilou em margens estreitas nesta sexta-feira

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,30%, a R$5,0730. Na semana, acumulou alta de 1,75%.

O dólar oscilou em margens estreitas nesta sexta-feira (16) e fechou a sessão com leve baixa no Brasil, segundo a Reuters. O resultado da sessão foi influenciado pelas novas pesquisas eleitorais e pelo recuo da moeda norte-americana no exterior.

O dólar à vista encerrou com recuo de 0,30%, cotado a R$5,0730. Na semana, a moeda acumulou alta de 1,75%. No ano, o dólar registra queda de 7,58%.

O dólar futuro para novembro, contrato mais negociado na B3, cedia 0,50% às 17h04, cotado a R$5,0895.

A pesquisa CNT/MDA divulgada na manhã desta sexta-feira apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,9%, uma diferença de apenas 0,9 ponto percentual. Brancos e nulos somam 4,9% e indecisos são 2,4%. Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira também sinalizou redução da vantagem de Flávio sobre Lula, que caiu de 4 para 2 pontos percentuais. O senador marcou 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os indecisos somam 2% e os que pretendem votar em branco, nulo ou não vão votar representam 6%. Com margem de erro de 2 pontos percentuais, também estão tecnicamente empatados.

O dólar à vista atingiu a mínima intradia de R$5,0686 (-0,39%) às 10h30. A máxima chegou a R$5,0958 (+0,14%) às 11h53, após a divulgação dos números da CNT/MDA.

A reação de Lula nas pesquisas deu força às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e ao dólar ante o real. Boa parte dos agentes do mercado considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de maior controle das contas públicas, ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste até o momento.

O cenário externo exerceu pressão contrária sobre as cotações, em função da baixa da moeda norte-americana ante outras moedas.