Excesso de precipitações paralisa plantio de soja no Paraná enquanto Mato Grosso registra até 140 milímetros

Safra brasileira enfrenta extremos climáticos. Sul sofre com chuvas intensas que paralisam plantio, enquanto Centro-Oeste celebra recuperação hídrica após estiagem.
A safra brasileira de 2026/27 enfrenta instabilidade climática que divide o país entre extremos. Enquanto regiões do Sul sofrem com excesso de chuvas que paralisam o plantio de soja, o Centro-Oeste celebra recuperação hídrica após semanas de estiagem prolongada.
No Paraná, as precipitações contínuas travaram as operações das plantadeiras. O produtor Nivaldo Forastieri, do município de Itambé (PR), relatou que conseguiu trabalhar apenas quatro dias inteiros no campo desde 28 de setembro devido às chuvas recorrentes, à ausência de luminosidade e ao solo encharcado. O atraso na soja começa a ameaçar o estreitamento da janela ideal para o milho safrinha na região.
Em contraste, no Centro-Oeste, condições melhoraram significativamente. Em Confresa, nordeste de Mato Grosso, o produtor Rafael Antoniolli informou volumes de precipitação de até 140 milímetros, permitindo o avanço das máquinas sobre a palhada no sistema de plantio direto após semanas de apreensão.
Segundo análises da EarthDaily Agro, a umidade do solo em Mato Grosso ainda demanda atenção por figurar abaixo das médias históricas. Áreas de Goiás e Mato Grosso do Sul contam com condições mais favoráveis para a largada da safra de verão.
Os mercados internacionais também exercem pressão sobre o produtor brasileiro. Cotações de soja e milho recuaram expressivamente em Chicago após dados robustos de oferta divulgados pelo USDA, afetando as perspectivas de receita para a temporada.






