Ricardo Barros atribui vitória de Moro a onda anti-Supremo no Paraná

Deputado federal reeleito avalia que interferências do STF influenciaram resultado da eleição estadual com margem de 0,1%

Ricardo Barros atribui vitória de Moro a onda anti-Supremo no Paraná
Ricardo Barros avalia cenário político no Paraná e no Brasil. Foto: Eduardo Luiz Klisiewicz / Tribuna do Paraná

O deputado afirmou que a vitória de Sergio Moro no governo paranaense foi resultado de uma onda anti-Supremo que beneficiou candidatos de direita.

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas-PR), reeleito e uma das principais lideranças de sua legenda e da Federação no Paraná, atribuiu a vitória de Sergio Moro ao governo estadual a uma “onda anti-Supremo” que mobilizou eleitores. Segundo Barros, em entrevista à Tribuna do Paraná, Moro venceu Sandro Alex, apoiado pelo grupo do parlamentar, com margem de apenas 0,1%.

Barros afirmou que o resultado refletiu interferências de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) na reta final da campanha. De acordo com o deputado, “houve uma onda dos anti-Supremo” e “as pessoas que estavam contra o STF acabaram sendo muito bem votadas”, caracterizando o movimento como “uma onda da direita, foi uma onda contra o Supremo”.

O parlamentar destacou seu desempenho eleitoral. Barros afirmou ser “o deputado mais votado do meu partido” e ressaltou que em toda eleição há uma dinâmica de tendências. Segundo ele, a onda anti-STF beneficiou candidatos de direita enquanto impactou legendas do centro, incluindo políticos como Beto Richa e Luciano Ducci, que não se elegeram.

Em relação à Federação (Progressistas e União Brasil), Barros informou que a coligação elegeu seis deputados federais — quatro pelo Progressistas e dois pela União Brasil — além de seis deputados estaduais, todos pelo Progressistas. O parlamentar avaliou positivamente o resultado, afirmando estar “feliz” e destacando que evitou ficar “no rebolo do sufoco da apuração”.

Barros projetou o alinhamento de sua bancada com o novo governo estadual de Moro e comentou sobre negociações para a composição da mesa diretora da Assembleia Legislativa (Alep), mencionando o potencial da deputada Maria Vitória. No plano nacional, o deputado informou que a Federação fechou questão a favor de Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, projetando uma disputa acirrada influenciada pela imprevisibilidade do cenário jurídico e pelo eleitorado indeciso.