Contratos futuros caem mesmo com retomada da demanda chinesa. Volume semanal de inspeções nos EUA atinge 2 milhões de toneladas.

Preços da soja caem em Chicago nesta segunda-feira (19) mesmo com inspeções de exportação dos EUA crescendo 80% na semana.
Os preços internacionais da soja ampliaram as perdas ao longo desta segunda-feira (19) na Bolsa de Chicago (CBOT), mesmo com dados positivos de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Por volta das 12h11 (horário de Brasília), o vencimento novembro/26 era negociado a US$ 12,5175 por bushel, com desvalorização de 9,50 pontos. O janeiro/27 recuava 9,00 pontos, cotado a US$ 12,6675, enquanto o março/27 perdia 8,50 pontos, valendo US$ 12,7575.
As perdas se intensificaram durante a sessão. Na abertura, o contrato de novembro/26 apresentava queda de apenas 0,25 ponto, com o mercado operando próximo da estabilidade.
O USDA divulgou que as inspeções de exportação de soja dos Estados Unidos alcançaram 2.001.750 toneladas na semana encerrada em 15 de outubro. De acordo com o órgão, o volume representou crescimento de 80,4% em relação às 1.109.385 toneladas da semana anterior.
O resultado também superou em 25,8% o registrado no mesmo período de 2025. No acumulado da temporada comercial 2026/27, as inspeções somam aproximadamente 7,16 milhões de toneladas, avanço de 26,6% na comparação anual, segundo o relatório.
A China foi o principal destino das exportações americanas de soja. O país respondeu por aproximadamente 1,28 milhão de toneladas inspecionadas, equivalente a 64% do total semanal.
Os dados reforçam sinais de recuperação da demanda chinesa pela soja americana. Segundo informações da Reuters, empresas estatais chinesas realizaram novas compras na última semana, incluindo negociações envolvendo entre dez e treze carregamentos anunciadas na sexta-feira (16).
Apesar dos indicadores positivos de exportação, a maior disponibilidade de soja nos Estados Unidos continua pressionando os contratos futuros em Chicago. O avanço da colheita americana e as movimentações técnicas dos investidores permanecem como fatores de pressão no mercado, segundo análise do Commodity Board publicada nesta segunda-feira.







