Soja reage no exterior e trigo sobe no Sul enquanto milho preocupa mercado

Demanda chinesa e indicadores financeiros influenciam expectativas de preços dos grãos nesta terça-feira

Soja reage no exterior e trigo sobe no Sul enquanto milho preocupa mercado
No trigo, vendedores elevaram as pedidas por lotes disponíveis no Sul

Mercado de grãos começa terça-feira com recuperação da soja no exterior, valorização do trigo no Sul e atenção ao ritmo das colheitas norte-americanas

O mercado de grãos começou a terça-feira (20) com recuperação da soja no exterior, valorização das pedidas pelo trigo disponível e atenção ao ritmo das colheitas norte-americanas. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta terça-feira, a demanda chinesa e os indicadores financeiros influenciavam as expectativas para os preços.

No trigo, vendedores elevaram as pedidas por lotes disponíveis no Sul. Em Verê (PR), uma oferta de 300 toneladas foi indicada a R$ 1.650 por tonelada. Em Água Santa (RS), um lote de 500 toneladas de trigo melhorador chegou a R$ 1.730. Em Lagoa Vermelha (RS), 3.500 toneladas de trigo branqueador eram ofertadas a R$ 1.670, com pagamento em 30 dias. Em Santa Lúcia (PR), a indicação era de R$ 1.480 para 180 toneladas, com prazo curto de pagamento.

A soja abriu em alta na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas da sessão anterior. A China importou 360,9 mil toneladas de soja dos Estados Unidos em setembro, mas suas importações daquela origem caíram 34% entre janeiro e setembro, para 11,06 milhões de toneladas. O Brasil manteve a liderança, com 65,84 milhões de toneladas enviadas ao país asiático no período, avanço de 3,4%. As exigências europeias de rastreabilidade e combate ao desmatamento seguem como fator de incerteza para exportadores.

No milho, a colheita dos Estados Unidos alcançou 44% da área, abaixo da média histórica de 52%, conforme o USDA. A China importou 320 mil toneladas do cereal em setembro, e as compras acumuladas no ano comercial chegaram a 3,39 milhões de toneladas. Entre os indicadores, o dólar futuro recuava 0,53%, a R$ 5,0635, enquanto o petróleo Brent subia 1,90%, a US$ 111,27. O índice dólar também operava em baixa de 0,10%.