StoneX aponta queda da matéria-prima nas últimas sete semanas; preços do MAP seguem elevados mesmo com alívio recente

Enxofre nos portos brasileiros recuou aproximadamente 23% nas últimas sete semanas e voltou a ficar abaixo de US$ 1.000 por tonelada.
Os preços do enxofre nos portos brasileiros recuaram aproximadamente 23% nas últimas sete semanas e voltaram a ficar abaixo de US$ 1.000 por tonelada. Entretanto, o movimento ainda não provocou uma redução equivalente nos preços dos fertilizantes fosfatados, que permanecem em patamares elevados, conforme divulgado pela StoneX na segunda-feira (19).
Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da consultoria, a desvalorização do enxofre está relacionada à retração da demanda internacional. A forte alta de preços levou importadores a reduzir suas compras, causando o recuo recente.
A valorização da matéria-prima durante o ano também afetou a produção de fertilizantes fosfatados em diferentes países, contribuindo para restringir a disponibilidade desses produtos. Dessa forma, embora a queda recente do enxofre represente uma condição mais favorável para a indústria, a StoneX avalia que seus efeitos ainda devem levar tempo para alcançar o mercado de fertilizantes.
O comportamento do fosfato monoamônico (MAP), um dos principais fertilizantes utilizados no Brasil, ilustra essa resistência. Segundo a consultoria, o produto acumulou alta de aproximadamente 23% entre o início do conflito no Oriente Médio e o pico de preços registrado em 2026. Desde aquele pico até a semana anterior à divulgação, a queda foi de cerca de 7%.
Apesar da queda recente do enxofre nos portos brasileiros, as preocupações com a disponibilidade internacional da matéria-prima permanecem. Relatório da Terra Investimentos, divulgado nesta quarta-feira (21), destaca que as restrições de oferta e os riscos geopolíticos continuam entre os fatores monitorados pelo setor de fertilizantes, o que pode limitar uma recuperação mais rápida da produção de fosfatados.
A disponibilidade de insumos e o calendário de compras dos produtores condicionarão um eventual alívio nos preços para o setor agrícola brasileiro nos próximos meses.






