Café arábica fecha em alta em Nova York enquanto robusta recua em Londres

Contrato dezembro/26 do arábica avança 1,56% na ICE Futures US; robusta amplia perdas com estoques certificados em foco

Café arábica fecha em alta em Nova York enquanto robusta recua em Londres
Café em grão; preços fecham com movimento inverso em Nova York e Londres

Arábica dezembro/26 avança 1,56% na ICE Futures US, recuperando perdas anteriores. Robusta recua 1,7% em Londres em meio a incertezas sobre oferta internacional.

O café arábica encerrou a quarta-feira (21) em alta na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta ampliou perdas em Londres, refletindo dinâmicas opostas nos principais mercados internacionais.

Na ICE Futures US, o contrato dezembro/26 do arábica fechou cotado a 316,15 cents por libra-peso, com valorização de 4,85 pontos, equivalente a 1,56%. O vencimento março/27 avançou 2,25 pontos, encerrando a 301,25 cents, enquanto maio/27 registrou alta de 1,90 ponto, negociado a 296,20 cents por libra-peso.

O pregão foi marcado por oscilações importantes durante a sessão. Na abertura, o dezembro/26 apresentou ganhos superiores a 1%, mas perdeu força ao longo da manhã, quando era negociado a 312,75 cents. A recuperação no encerramento levou o vencimento novamente acima dos 316 cents, após a correção observada na terça-feira.

Na ICE Futures Europe, o robusta seguiu trajetória contrária. O contrato novembro/26 encerrou a sessão a US$ 3.352 por tonelada, com queda de US$ 58. O janeiro/27 perdeu US$ 60, cotado a US$ 3.364, representando desvalorização de aproximadamente 1,75%, enquanto março/27 recuou US$ 67, fechando a US$ 3.344 por tonelada.

Os estoques certificados de arábica na Bolsa de Nova York permanecem historicamente reduzidos, situação que continua entre os principais fatores acompanhados pelos operadores. A disponibilidade limitada pode aumentar a sensibilidade dos preços às movimentações dos investidores e à necessidade de cobertura de posições vendidas.

Segundo análise de especialistas, a baixa disponibilidade de café nos armazéns certificados não significa necessariamente escassez do produto nas origens produtoras. A diferença entre os estoques disponíveis nos países produtores e aqueles certificados nas bolsas segue sendo monitorada pelo mercado como indicador de pressão de preços.

O mercado continua acompanhando perspectivas climáticas e condições de abastecimento mundial, fatores que podem influenciar a trajetória dos preços nas próximas sessões.