Moro promete cortar secretarias e reduzir gastos do governo do Paraná em 2027

Eleito governador, pedetista planeja reforma administrativa com redução de órgãos e cargos comissionados a partir de janeiro

Moro promete cortar secretarias e reduzir gastos do governo do Paraná em 2027
Reforma administrativa cortou pastas em 2019 e recriou em 2022. Foto: Arquivo/Arnaldo Alves/AEN — Reforma administrativa cortou pastas em 2019 e recriou em 2022. Foto: Arquivo/Arnaldo Alves/AEN.

Sergio Moro (PL) promete reduzir secretarias, cargos e despesas públicas no Paraná a partir de janeiro de 2027

Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná, prometeu em campanha reduzir a máquina pública por meio do corte de secretarias, cargos comissionados e atividades administrativas. A reforma será implementada a partir de janeiro de 2027, quando o pedetista tomará posse.

Segundo documento apresentado à Justiça Eleitoral, Moro descreve a medida como estratégia para redirecionar recursos às necessidades básicas da população e valorizar servidores públicos efetivos. O enxugamento dos gastos é apontado como premissa para viabilizar, a médio e longo prazo, a redução da carga tributária sobre consumo, incluindo ICMS e IBS.

As secretarias estaduais estão entre as principais estruturas que podem ser afetadas pela proposta. Em 2026, o Governo do Paraná conta com 24 órgãos operacionais.

A redução de pastas não é novidade na política estadual. Em 2019, quando Ratinho Junior (PSD) assumiu o governo pela primeira vez, também promoveu uma reforma administrativa para diminuir o número de secretarias. Naquele ano, a estrutura do Executivo passou de 28 para 15 secretarias.

A reforma de 2019 também fez um corte de 20% nas despesas das áreas, acompanhado de revisão de contratos e exoneração de cargos comissionados. Para justificar a reorganização, um estudo encomendado à Fundação Dom Cabral estimou uma economia de R$ 300 mil mensais por secretaria. Considerando as 13 pastas extintas ou incorporadas, a projeção era de uma redução de aproximadamente R$ 3,9 milhões por mês.

A estrutura foi mantida até 2022, quando Ratinho Junior, após ser reeleito, ampliou o número de secretarias. O governo argumentou que o Paraná havia se tornado mais complexo e precisava de uma estrutura administrativa maior. Em novembro de 2022, o Executivo enviou à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto para criar nove novas secretarias estaduais e 493 cargos destinados à estruturação das pastas no período de 2023 a 2026.

Na última reforma administrativa implementada a partir de 2023, o custo estimado para a criação das secretarias e a manutenção da máquina pública era de R$ 95 milhões por ano em 2026.