TSE monitora clima para evitar problemas no segundo turno das eleições

Sala de situação climática funcionará em Brasília com participação de 27 tribunais regionais e seis instituições parceiras, incluindo o Inmet.

TSE monitora clima para evitar problemas no segundo turno das eleições
TSE monitora condições climáticas para garantir segurança na votação do segundo turno — Foto: Especialistas veem desafio em abstenções e destacam papel dos indecisos

Tribunal Superior Eleitoral vai monitorar continuamente as condições meteorológicas nos estados brasileiros durante o segundo turno das eleições de 2026.

O Tribunal Superior Eleitoral vai monitorar continuamente as condições meteorológicas nos estados brasileiros durante o segundo turno das eleições de 2026, a ser realizado no domingo (25). O objetivo é evitar transtornos e garantir que os eleitores consigam votar com segurança.

A iniciativa envolve uma sala de situação climática que funcionará presencialmente em Brasília. A estrutura contará com a participação dos 27 tribunais regionais eleitorais, além de seis instituições parceiras, entre elas o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil Nacional.

Durante reunião realizada nesta semana, foram apresentados dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos, bem como a previsão do tempo para os próximos dias, com atenção especial ao domingo de eleições.

Com base nas informações levantadas, a sala de situação climática definiu áreas prioritárias, planos de contingência e canais de comunicação para situações de crise. No domingo (25), o monitoramento será contínuo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde há previsão de chuvas intensas. O TSE também está acompanhando a situação das queimadas nas regiões Norte e Nordeste.

No primeiro turno, foram registrados problemas provocados por temporais, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O Paraná foi o estado mais impactado: 440 locais de votação foram afetados em 139 municípios, e parte do estado ficou sem energia elétrica. No Rio Grande do Sul, alagamentos e destelhamentos levaram à mudança de sete locais de votação.

Apesar dos incidentes, o TSE avaliou que não houve interrupções significativas no processo eleitoral, já que as medidas adotadas pelos tribunais regionais eleitorais e pelas empresas de energia mantiveram a normalidade da votação. A expectativa para o segundo turno é usar essa experiência para agir com rapidez diante de eventuais temporais no domingo e assegurar que os eleitores possam exercer seu direito ao voto com segurança.