Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e aprofundam propostas em debate

Encontro de dois dias antes das eleições focou em infraestrutura, saúde e economia, mas também abordou investigações do Banco Master

Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações e aprofundam propostas em debate
Os candidatos Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva no estúdio da TV Globo. Foto: Globo/Manoella Mello

Debate realizado dois dias antes das eleições entre presidente Lula e senador Flávio Bolsonaro teve maior foco em propostas que encontro anterior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizaram debate a dois dias das eleições com maior aprofundamento em propostas em comparação ao encontro anterior, realizado no domingo anterior. Temas como infraestrutura, saúde pública e política econômica tiveram destaque nos dois primeiros blocos do debate.

Nos momentos com tempo livre para ambos os candidatos, contudo, as investigações do Banco Master e os levantamentos de sigilo ocuparam o centro da discussão, deslocando os programas de governo para segundo plano.

Em segurança pública, Lula voltou a defender a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que amplia os poderes da União sobre o tema. O presidente reforçou que o combate à violência é atribuição dos estados e que, com a PEC, o governo federal terá mais ferramentas para enfrentar a criminalidade caso seja reeleito.

Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apostou na segurança pública — que aparece no topo das pesquisas de opinião sobre preocupações dos brasileiros — para desgastar o adversário. O senador criticou as autorizações para presos saírem do cárcere em datas especiais e prometeu penas mais duras a criminosos.

Outro flanco usado por Flávio para tentar desgastar o presidente foi a economia. O candidato afirmou que o país está em crise, que o custo de vida está muito alto e que essa realidade decorre do descontrole das contas públicas.

Lula rebateu as críticas econômicas citando o presidente Javier Milei, da Argentina, descrito como aliado internacional do bolsonarismo. De acordo com o presidente, Milei adotou uma política de cortes de gastos, mas tem enfrentado resistência de parte da população por ter reduzido investimentos em diversas áreas.