Índice de Confiança do Consumidor subiu 0,5 ponto percentual, com melhora nas expectativas, mas setor mantém pessimismo.

Confiança do consumidor voltou a subir em outubro, segundo a FGV, interrompendo sequência de cinco quedas. Índice ficou em 84,7 pontos.
A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta segunda-feira (26) que o Índice de Confiança do Consumidor voltou a subir em outubro, após registrar cinco quedas seguidas, com melhora nos indicadores de expectativas, embora o setor permaneça em terreno de pessimismo.
O Índice de Confiança do Consumidor ficou em 84,7 em outubro, uma alta de 0,5 ponto percentual em relação ao indicador de setembro.
Segundo Rodolpho Tobler, economista do FGV/Ibre, a influência para a alta em outubro foi concentrada nos indicadores de expectativas, apesar da piora na percepção sobre o momento presente.
“A influência para alta em outubro foi concentrada nos indicadores de expectativas, com piora na percepção sobre o momento presente. O cenário das condições financeiras das famílias, com alto endividamento e inadimplência, parece ser um limitador para continuidade do avanço da confiança dos consumidores no último trimestre do ano.”
O Índice de Expectativas (IE) teve alta de 2,8 pontos, para 88 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 2,6 pontos em relação a setembro, para 81,4 pontos, marcando o menor nível desde março de 2025, quando ficou em 81,2 pontos.
Segundo Tobler, é necessário cautela com o resultado do mês, dado que ele apenas compensa a queda observada no mês passado e o nível do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) se mantém em terreno de pessimismo.
“Ainda é preciso cautela com o resultado do mês dado que ele apenas compensa a queda observada no mês passado e o nível do ICC se mantém em terreno de pessimismo.”
O alto endividamento e inadimplência das famílias continuam funcionando como limitadores para uma possível continuidade do avanço da confiança dos consumidores nos meses seguintes, de acordo com a análise da FGV.






