Daniella Marques afirmou que eleições foram conturbadas e pediu transparência após vitória de Lula com 51,79% dos votos válidos

Daniella Marques, coordenadora da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira que o processo eleitoral foi conturbado e cobrou respostas com seriedade.
A administradora Daniella Marques, que coordenou a área econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou nesta segunda-feira (26) que o processo eleitoral foi “conturbado” e cobrou “respostas com seriedade” após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em publicação nas redes sociais, Marques se posicionou no dia seguinte à votação. “Como brasileira, também espero que as perguntas que surgiram ao longo desse processo conturbado sejam respondidas com seriedade. O Brasil merece transparência, respeito e confiança nas instituições. O Brasil precisa de paz”, disse.
A coordenadora da campanha do PL afirmou que prosseguirá buscando um país onde as “famílias vivam em segurança” e as pessoas tenham caminhos para prosperar. De acordo com Marques, a realidade não mudou com o resultado das eleições.
“Hoje, os problemas continuam: insegurança nas ruas, juros altos, famílias endividadas, o carrinho de compras cada vez mais vazio. A realidade não mudou com o resultado”, afirmou.
No domingo (25), Lula superou o próprio recorde como o chefe do Planalto mais votado na história do Brasil. Segundo o TSE, com 100% das urnas apuradas, o petista obteve 64.256.232 votos válidos, 51,79% do total. Flávio Bolsonaro somou 59.826.041 votos, 48,21%.
Com o resultado, o candidato do PL ficará sem mandato eletivo pela primeira vez em 24 anos a partir de fevereiro de 2027. O senador havia sido reeleito nas eleições anteriores.
Apesar dos dados oficiais e do reconhecimento da vitória do PT por autoridades e partidos políticos, Flávio disse, ainda na noite de domingo, que pedirá anulação das eleições. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, disse o candidato.
A prorrogação do horário de votação foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da Coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Lula. Na ação, o grupo alegou que prefeituras da Bahia e de São Paulo reduziram significativamente a frota de ônibus em circulação durante o segundo turno, prejudicando o deslocamento de eleitores.






