Entidade quer que presidente eleito atenda demandas do agronegócio, que gerou R$ 213 bilhões em 2025 no estado

Federação da Agricultura do Paraná quer que Lula (PT) priorize demandas do setor após reeleição presidencial
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema FAEP) manifestou esperança de que o presidente eleito Lula (PT) direcione atenção urgente às demandas da agricultura e pecuária paranaenses após a eleição presidencial realizada no domingo (25).
Em pronunciamento oficial, a entidade listou como prioridades um plano safra mais eficaz, seguro rural que atenda produtores e renegociação de dívidas de agricultores brasileiros. De acordo com Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, várias pautas encontram-se travadas.
“Diante da eleição corrida neste final de semana, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná espera que o presidente eleito olhe com cuidado para o agronegócio agropecuário paranaense e nacional. Temos várias pautas importantes que estão travadas e precisam de um olhar criterioso. Dentre elas, um plano safra mais eficaz, seguro rural que atenda os produtores, a renegociação dos produtores rurais brasileiros.”
O agronegócio paranaense representa função importante no desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em setembro deste ano, o Paraná ocupa a quarta posição entre as 27 unidades da federação em Valor da Produção Agrícola, com R$ 87,7 bilhões e participação de 9,5% do total nacional de 2025.
O resultado representa crescimento de 21,9% em relação a 2024 e devolve ao estado posição entre os quatro maiores produtores do país. De acordo com dados divulgados em agosto pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e consolidados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná atingiu montante histórico de R$ 213 bilhões em 2025, maior valor já registrado pelo estado.
Segundo a Seab, esse resultado representa crescimento nominal de 13% em relação a 2024, quando o VBP fechou em R$ 188,3 bilhões. Descontada a inflação do período, o avanço real foi de 9%, indicando que o estado não apenas faturou mais por causa dos preços, mas efetivamente produziu e gerou mais riqueza no campo.
Apesar dos números paranaenses, a inadimplência entre produtores rurais brasileiros permanece em patamares elevados. De acordo com a Serasa Experian, o país atingiu 8,8% de inadimplência no primeiro trimestre de 2026.







