Hugo Motta esclarece retirada da imprensa e interrupção na TV Câmara

Presidente da Câmara dos Deputados se diz desconhecedor de protocolo que levou à medida

Hugo Motta esclarece retirada da imprensa e interrupção na TV Câmara
Hugo Motta participa de evento em Brasília. Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles — Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Hugo Motta, presidente da Câmara, comentou sobre a retirada de jornalistas e interrupção da TV Câmara.

Hugo Motta e o tumulto na Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, se manifestou nesta quinta-feira (11/12) sobre a recente interrupção da transmissão da TV Câmara e a retirada de jornalistas do plenário durante uma sessão tumultuada. O incidente ocorreu na terça-feira (9/12) e envolveu a retirada forçada do deputado Glauber Braga (PSol-RJ) da Mesa Diretora.

Motta afirmou que desconhecia que o protocolo que acionou a interrupção da sessão determinava a retirada da imprensa. Durante a reunião com o comitê de imprensa, ele explicou que sua intenção era resolver a situação de forma pacífica. Ao tentar convencer Glauber a deixar a presidência temporariamente, Motta buscava evitar um conflito maior, mas enfrentou resistência.

Detalhes do protocolo e suas consequências

Segundo informações do comitê, Motta fez várias ligações ao primeiro-secretário, Carlos Veras (PT-PE), na tentativa de dialogar com Glauber. Temendo uma repetição dos tumultos do passado, o presidente da Câmara decidiu ordenar a remoção do parlamentar. Ele esclareceu que não foi sua intenção cortar a transmissão da TV Câmara, mas a suspensão da sessão resultou na interrupção automática do sinal.

A emissora, após o corte, direcionou sua programação para uma reunião da Comissão de Saúde, seguindo o procedimento padrão em situações de suspensão de sessões.

A posição de Motta sobre a imprensa

Durante suas declarações, Motta reiterou que não estava ciente das implicações do protocolo que levou à retirada da imprensa do plenário. Ele mencionou que, ao tomar conhecimento da situação, solicitou ao Departamento de Polícia Legislativa (Depol) que permitisse o retorno dos jornalistas, mas a ação não foi possível devido às normas em vigor.

Em resposta às críticas e preocupações levantadas, o presidente da Câmara manifestou a intenção de revisar as regras de segurança para assegurar que a imprensa possa realizar seu trabalho sem interrupções. Essa mudança busca prevenir a ocorrência de eventos semelhantes no futuro, garantindo uma melhor interação entre os legisladores e os profissionais de mídia.

Repercussão e próximos passos

A situação gerou reações diversas entre os parlamentares e a mídia, com muitos expressando a necessidade de preservar a liberdade de imprensa e o acesso ao trabalho dos jornalistas nas atividades legislativas.

Motta, ao final de sua reunião, se comprometeu a discutir as possíveis alterações nas normas que regem o acesso da imprensa ao plenário e a garantir que episódios de restrição não voltem a ocorrer. Essa é uma questão sensível no atual cenário político, onde a transparência e o direito à informação são fundamentais para a democracia.

A reunião com o comitê de imprensa marca um passo importante na busca por um entendimento mais claro sobre as normas que regem a atuação da imprensa na Câmara dos Deputados.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova