Coligação de Lula rejeita contestação de Flávio Bolsonaro após fuga para EUA

Senador proclamou-se líder do Brasil em carta publicada do exterior. Diferença entre candidatos foi de 4,4 milhões de votos.

Coligação de Lula rejeita contestação de Flávio Bolsonaro após fuga para EUA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Ricardo Stuckert/PR / Estadão Conteúdo

Coligação do presidente Lula afirma que contestação não se sustenta após senador Flávio Bolsonaro fugir para os EUA e proclamar-se líder

A coligação partidária do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rejeitou a contestação do resultado eleitoral feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após sua fuga para os Estados Unidos nesta quarta-feira (29).

Flávio publicou carta do exterior proclamando-se “líder do Brasil”. A coligação, integrada por PT, PCdoB, PV, PSB, Rede e PDT, denunciou que ele “fugiu do Brasil para não enfrentar a Justiça brasileira”.

Os partidos destacaram que o candidato derrotado buscou abrigo junto ao presidente eleito Donald Trump, “que atuou abertamente para interferir em nossas eleições”, segundo comunicado da coligação.

A coligação argumenta que a contestação do resultado não se sustenta. A diferença entre os dois candidatos foi de 4,4 milhões de votos, conforme apurado. No período de prorrogação de votação, foram computados 34.393 votos após as 17h.

O pedido de prorrogação foi concedido pelo ministro do STF Cristiano Zanin e solicitado tanto pelo PT quanto pelo PL, sigla de Flávio, conforme informou a coligação.

“Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial”, declarou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, descrito pela coligação como ministro “indicado por Jair Bolsonaro”.

A coligação destacou que todos os partidos políticos, inclusive o PL, além de observadores internacionais independentes atestaram a legalidade das eleições. “Além do Tribunal Superior Eleitoral, todos os partidos políticos, inclusive o PL, e os observadores internacionais independentes igualmente atestaram a legalidade das eleições”, argumentou.

Os partidos citaram as eleições de parlamentares do PL em diferentes níveis como exemplo de resultado “incontestável”. A coligação afirma que a “soberania popular se manifestou através do voto livre e universal”.

A coligação também relembrou a fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. “Não é a primeira vez que a família Bolsonaro se recusa a aceitar a vontade das urnas. Em 2022, Jair Bolsonaro tramou uma tentativa de golpe de Estado, que incluía o plano de assassinar o presidente e o vice-presidente eleitos. A democracia resistiu, e ele e os militares envolvidos foram condenados e estão presos”, citaram os partidos.