Manejo integrado desde a emergência reduz perdas de produtividade entre outubro e março nas principais regiões

O manejo integrado de pragas na fase vegetativa da soja protege o estande de plantas e reduz perdas de produtividade entre outubro e março
O manejo integrado de pragas (MIP) no crescimento vegetativo da soja é essencial para proteger o estande de plantas, preservar a área foliar e reduzir perdas de produtividade. Da emergência até o pré-florescimento, o produtor deve combinar monitoramento frequente, controle cultural, estratégias biológicas e uso racional de defensivos, considerando as condições climáticas e o nível de infestação em cada talhão.
O crescimento vegetativo corresponde aos estádios V1 até Vn, que começam com a emissão do primeiro trifólio completamente desenvolvido e seguem até pouco antes do florescimento, no estádio R1. Nesse período, a soja define sua arquitetura, forma grande parte da área foliar responsável pela fotossíntese e desenvolve as raízes que sustentarão a demanda por água e nutrientes nas fases reprodutivas.
Entre outubro e março, condições de temperatura e umidade podem favorecer tanto o crescimento da cultura quanto o aumento da pressão de pragas nas principais regiões produtoras. Os danos causados por insetos podem comprometer esse desenvolvimento, especialmente quando atingem plantas jovens, gemas e folhas novas.
As lagartas desfolhadoras estão entre os principais alvos do monitoramento. Entre elas estão a lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) e espécies do complexo Spodoptera, como Spodoptera frugiperda. Ao reduzir a área foliar, essas pragas podem diminuir a capacidade fotossintética e atrasar o crescimento das plantas.
Entre os erros que prejudicam o manejo estão realizar aplicações por calendário, utilizar repetidamente o mesmo ingrediente ativo, ignorar os inimigos naturais e deixar de registrar os níveis de infestação por talhão. Organizar o MIP desde o início do ciclo ajuda a evitar intervenções desnecessárias e a preservar o potencial produtivo da lavoura. A capacidade de compensação dos danos varia conforme o estádio da cultura e as condições de crescimento.







