Matrícula on-line para o 6º ano da rede estadual ocorre de 23 de novembro a 4 de dezembro. Transição afeta 11 escolas municipais e 969 vagas.

A Prefeitura de Curitiba transferirá gradualmente o sexto ao nono ano do ensino fundamental para a rede estadual entre 2027 e 2030.
A Prefeitura de Curitiba transferirá gradualmente o sexto ao nono ano do ensino fundamental para a rede estadual a partir de 2027. A matrícula on-line para o 6º ano na rede estadual ocorrerá entre 23 de novembro e 4 de dezembro, conforme informou a Secretaria Municipal da Educação (SME) nesta sexta-feira (31).
Alunos já matriculados do 6º ao 8º ano em 2026 permanecerão nas escolas municipais até concluir o 9º ano, segundo a pasta. Os estudantes que terminam o 5º ano em 2026 serão encaminhados para escolas estaduais próximas de suas residências.
A transição começa em 2027 e afeta 11 escolas municipais, que oferecem 969 vagas de 6º ano. De acordo com a SME, cerca de 15,6 mil estudantes saem da rede municipal para a estadual a cada ano ao concluir o 5º ano. A previsão é que, em 2028, a rede municipal já não tenha turmas de 6º e 7º anos.
O secretário municipal da Educação, Paulo Afonso Schmidt, afirmou que a definição sobre o fim das turmas será discutida com as famílias e que a possibilidade de manter oferta residual de 6º ano em 2027 será avaliada caso a caso. “Há situações em que a escola estadual fica praticamente em frente à municipal. Em outras, pode ser necessário considerar o transporte gratuito oferecido pela prefeitura ou outros arranjos”, disse, após reunião com famílias na Rua da Cidadania da Cidade Industrial de Curitiba (CIC).
A reorganização segue a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que dá prioridade aos municípios na Educação Infantil e nos anos iniciais do fundamental e aos estados nos anos finais e no ensino médio, de acordo com a prefeitura. A administração municipal argumenta também que apenas três municípios paranaenses além de Curitiba ainda oferecem essa etapa: Francisco Beltrão, Guarapuava e Morretes.
O Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac) contestou a medida. A presidente da entidade, Diana de Abreu, afirma que a prefeitura deveria ampliar a oferta, não reduzir, e aponta o impacto sobre 258 profissionais que atuam nos anos finais e ficariam sem função. “As escolas são referências nas comunidades e os pais precisam continuar com essa possibilidade de escolha”, diz.
Segundo a prefeitura, a carreira de Docência II está mantida enquanto houver a oferta, e após a transição, os profissionais poderão atuar em outras etapas da rede municipal.







