Alunos de medicina são expulsos de faculdade no Paraná após ataques nazistas a bolsistas

UniCesumar aplicou expulsões, suspensões e advertências após mensagens discriminatórias enviadas em grupo de estudantes após eleição de Lula

Alunos de medicina são expulsos de faculdade no Paraná após ataques nazistas a bolsistas
Mensagens foram enviadas em grupo com estudantes de medicina Foto: Arquivo pessoal — 1 de 5
Mensagens foram enviadas em um grupo com estudantes de medicina — Foto: Arquivo pessoal

Alunos do curso de Medicina de faculdade particular de Maringá foram expulsos após enviar mensagens com referências ao nazismo atacando estudantes bolsistas

Alunos do curso de Medicina de uma faculdade particular de Maringá, no Norte do Paraná, foram expulsos após enviarem mensagens com referências ao nazismo e ataques discriminatórios a estudantes bolsistas.

A UniCesumar informou no sábado (31) que adotou medidas disciplinares para punir os alunos envolvidos. De acordo com a instituição, as punições incluíram expulsões, suspensões e advertências, “de acordo com a gravidade das condutas”. A universidade respondeu que não vai informar quantos estudantes receberam cada uma das punições.

As mensagens foram enviadas no domingo (25) em um grupo de estudantes da turma, após o resultado das Eleições de 2026, em que Lula foi reeleito presidente do Brasil. Em uma das mensagens, um estudante comparou estudantes que pagam mensalidade com bolsistas:

“Quem paga trabalhou e tem 15 mil reais por mês para pagar >>>>>>> Quem passou numa provinha”.

Além disso, imagens e expressões associadas ao nazismo também foram compartilhadas nos grupos. Um estudante compartilhou foto do exército nazista acompanhada de referências ao “leite cru”, expressão que se tornou comum entre grupos na internet que defendem a supremacia branca.

Alunos da instituição abriram denúncia no Ministério Público Federal (MPF) após os ataques. O órgão confirmou ter recebido a denúncia sobre as mensagens e afirmou que apura o caso.

O g1 optou por não identificar os alunos, uma vez que o caso ainda está sendo investigado pelos órgãos responsáveis e pode envolver menores de idade.

Um estudante informou que tanto os universitários que fizeram as ofensas quanto aqueles que foram alvos das mensagens não frequentaram a instituição desde que o caso ganhou repercussão. Segundo o relato, o ambiente se tornou hostil: “É um clima hostil na faculdade, um clima hostil nos grupos, que vai muito além de divergências políticas. Parece que o contexto da eleição foi apenas um pretexto para eles extravasarem o ódio às pessoas mais pobres”.