Petróleo despenca mais de 7% com avanços em negociações de paz no Oriente Médio

Brent recua para US$ 104,96 e WTI cai abaixo de US$ 100 por barril nesta segunda-feira, primeira sessão de novembro

Petróleo despenca mais de 7% com avanços em negociações de paz no Oriente Médio
Cotações do petróleo Brent e WTI recuam com expectativas de acordo diplomático

Petróleo Brent recua 7,47% para US$ 104,96 e WTI cai 7,20% para US$ 96,62 nesta segunda-feira com avanços nas negociações diplomáticas

Os preços internacionais do petróleo aprofundaram as perdas nesta segunda-feira (2), primeiro pregão de novembro, com desvalorizações superiores a 7% nas principais referências do mercado. O movimento é impulsionado pelas expectativas de avanço nas negociações diplomáticas para encerrar o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, reduzindo parte do prêmio de risco incorporado às cotações diante das ameaças ao abastecimento no Oriente Médio.

Por volta das 14h24 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent recuavam US$ 8,47 por barril, equivalente a 7,47%, sendo negociados a US$ 104,96 na Bolsa de Londres (ICE). Nos Estados Unidos, o West Texas Intermediate (WTI) apresentava desvalorização de US$ 7,50, ou 7,20%, cotado a US$ 96,62 por barril.

A queda representa uma mudança expressiva em relação ao comportamento observado durante outubro, quando o Brent encerrou o mês no maior patamar em seis meses, sustentado pelas preocupações com uma possível intensificação dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre a produção e o transporte de petróleo.

Segundo informações da Reuters, representantes iranianos participaram de negociações com mediadores do Catar para discutir propostas destinadas ao encerramento da guerra. Uma minuta de acordo estaria circulando entre os envolvidos, com possibilidade de novas reuniões para dar continuidade às conversas.

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian afirmou que o líder supremo do país concedeu determinadas autorizações ao governo relacionadas às negociações de paz. A declaração ampliou as expectativas de que as conversas possam avançar para um entendimento diplomático.

Apesar dos sinais de aproximação, ainda não existe confirmação de um acordo definitivo, e permanecem incertezas sobre as condições necessárias para encerrar as hostilidades. Para Giovanni Staunovo, analista do UBS ouvido pela Reuters, o mercado aguarda confirmação concreta dos termos do acordo para avaliar o impacto duradouro nas cotações.