Processamento chegou a 199 milhões de bushels enquanto estoques de óleo bruto recuaram mais de 16% no mês

Departamento de Agricultura dos EUA divulga que processamento de soja caiu para 199 milhões de bushels em setembro, com queda também na produção de óleo.
O esmagamento de soja nos Estados Unidos totalizou 199 milhões de bushels em setembro de 2026, segundo relatório Fats and Oils divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume representa redução de aproximadamente 5% em relação aos 210 milhões de bushels processados em agosto e de 3% na comparação com os 205 milhões registrados em setembro de 2025.
Em unidades de peso utilizadas pelo levantamento norte-americano, o processamento alcançou 5,96 milhões de toneladas curtas, contra 6,29 milhões no mês anterior e 6,15 milhões um ano antes.
A retração ocorre em um período com diferença no número de dias entre os meses comparados. Enquanto agosto teve 31 dias, setembro contou com 30. Entretanto, mesmo considerando o ritmo médio diário, houve redução de aproximadamente 2% no esmagamento.
A produção de óleo bruto de soja também apresentou queda, alcançando 2,31 bilhões de libras em setembro, resultado 6% inferior ao de agosto e 4% abaixo do mesmo período do ano passado.
Já a produção de farelo e torta de soja somou 4,19 milhões de toneladas curtas, diante de 4,66 milhões em agosto e 4,53 milhões em setembro de 2025.
Apesar da redução da atividade industrial, os estoques de óleo bruto de soja apresentaram retração ainda mais expressiva. Ao final de setembro, os volumes armazenados totalizavam 1,07 bilhão de libras, queda de aproximadamente 16,44% em relação aos 1,28 bilhão registrados no encerramento de agosto.
Os estoques de óleo refinado também diminuíram, passando de 417,27 milhões para 388,77 milhões de libras no mesmo intervalo.
Os números acrescentam novas referências para a avaliação da demanda industrial norte-americana por soja e do abastecimento de seus derivados. A redução dos estoques de óleo mostra que a disponibilidade armazenada também recuou, em contexto de avanço da colheita americana e forte movimentação das exportações.







