Contrato em Nova Iorque recua 3,83% nesta terça-feira. Índia produziu 845 mil toneladas até outubro, oito vezes mais que ano anterior

O mercado internacional de açúcar registrou uma forte desvalorização nesta terça-feira (3), com perdas acentuadas nas bolsas de Nova Iorque e Londres.
O mercado internacional de açúcar registrou uma forte desvalorização nesta terça-feira (3), com perdas acentuadas nas bolsas de Nova Iorque e Londres, renovando mínimas recentes.
Em Nova Iorque, o contrato do açúcar bruto com vencimento em março caiu 73 pontos, recuo de aproximadamente 3,83%, e fechou a 18,33 centavos de dólar por libra-peso. Foi o menor nível em cinco semanas. Em Londres, o açúcar branco para dezembro perdeu 9,25 pontos, queda de aproximadamente 1,81%, encerrando o dia a US$ 500,20 por tonelada, menor patamar em três meses.
A Federação Nacional de Cooperativas de Usinas de Açúcar da Índia informou que o país produziu 845 mil toneladas até o fim de outubro, mais de oito vezes o volume registrado no mesmo período do ano passado. O aumento reforça a expectativa de maior disponibilidade de açúcar no mercado global. A Índia iniciou a safra 2026/27 com cerca de 107 usinas em operação e possui estoques remanescentes de 3,6 milhões de toneladas do ciclo anterior, segundo a Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA).
Outro ponto de atenção dos investidores é o comportamento do real. A moeda brasileira atingiu na segunda-feira a menor cotação em cerca de 10 meses frente ao dólar. A desvalorização favorece os exportadores, que recebem mais reais pelas vendas internacionais, e pode estimular os embarques brasileiros.
O Brasil responde por aproximadamente 23% da produção mundial de açúcar e mais da metade das exportações globais, de acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As dificuldades nas operações das usinas brasileiras, provocadas por chuvas que reduzem a moagem, representam um fator de sustentação para o mercado, mas não impedem o movimento de queda generalizada nas cotações internacionais.







