Condenados pelos atos de 8 de janeiro cobram apoio do governo Milei na Argentina

Após derrota de Flávio Bolsonaro, cerca de 300 brasileiros intensificam pedidos de refúgio ao país vizinho

Condenados pelos atos de 8 de janeiro cobram apoio do governo Milei na Argentina
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente da Argentina, Javier Milei. Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

Familiares e condenados pelos atos de 8 de janeiro na Argentina intensificam cobrança por apoio após derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras.

Familiares e condenados pelos atos de 8 de janeiro que estão na Argentina intensificaram a cobrança por apoio do governo argentino Javier Milei após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições presidenciais brasileiras.

A Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro acionou formalmente autoridades argentinas e organismos internacionais para pedir agilidade na análise dos pedidos de refúgio. Segundo dados atribuídos pela associação à Comissão Nacional para os Refugiados da Argentina, cerca de 300 brasileiros solicitaram refúgio no país.

Até o momento, de acordo com a defesa dos brasileiros, apenas um pedido teria sido analisado e concedido. Aproximadamente 60 pedidos de extradição foram apresentados pelo Brasil, e cinco brasileiros aguardam decisões usando tornozeleira eletrônica.

A associação encaminhou solicitações à Comissão Nacional para os Refugiados da Argentina, à Defensoría del Pueblo de la Nación, à Defensoría General de la Nación e ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Nos documentos, a entidade cobra prioridade na análise dos processos, assistência jurídica e medidas de proteção aos brasileiros que enfrentam risco de extradição, restrições à liberdade e separação familiar.

A movimentação ganhou força após o resultado das eleições brasileiras. Segundo a associação, que tem assessoria jurídica dos advogados Ezequiel Silveira e Gabriela Ritter, havia expectativa de que uma vitória de Flávio Bolsonaro, aliada à atuação do Congresso Nacional, pudesse abrir caminho para uma revisão das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal.

Com a derrota do senador, a possibilidade de retorno ao Brasil ficou mais distante na avaliação do grupo, que passou a tratar a concessão de refúgio como prioridade. A associação afirma que os cerca de 300 solicitantes já estão em território argentino.

O processo de análise de pedidos de refúgio na Argentina segue procedimentos estabelecidos pela Comissão Nacional para os Refugiados, que avalia requisitos de segurança e perseguição nos países de origem dos solicitantes.