Senador do PL participou de votação sobre PEC da Segurança após fugir do Brasil na semana passada para a Argentina e depois para os Estados Unidos

O senador Flávio Bolsonaro registrou presença de forma remota na sessão do Senado desta terça-feira que analisava a PEC da Segurança.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou presença na sessão do Senado desta terça-feira (3) que analisava a PEC da Segurança, acompanhando de forma remota enquanto se encontra nos Estados Unidos.
O Senado do Brasil possui regimento que prevê cassação do mandato para senadores que faltarem a um terço das sessões deliberativas. Flávio, com mandato até fevereiro de 2027, participou da votação após sair do Brasil na semana anterior.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), informou que o senador enfrentou obstáculos técnicos durante o registro de presença. “Flávio não estava conseguindo se registrar. Eu falei com [Davi] Alcolumbre que autorizou a habilitação do novo número de Flávio para votar”, declarou Portinho. O líder não esclareceu se Flávio trocou de aparelho após sair do Brasil.
Portinho negou que Flávio tenha abandonado o mandato. Segundo informações do Senado, a permanência remota em sessões deliberativas é permitida em casos específicos, desde que o senador realize o registro de presença conforme o regimento.
Durante a sessão de terça-feira, Flávio votou contra a proposta que defendia retirar o debate sobre maioridade penal da PEC da Segurança. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), pediu que o tema fosse discutido em outro texto. A votação resultou em 38 votos a favor da tramitação paralela e 36 contra. Posteriormente, no mérito da PEC da Segurança, o senador votou a favor nos dois turnos de votação.
Segundo investigação de órgãos brasileiros obtida com exclusividade, Flávio deixou o Brasil terrestre por vans que cruzaram a Ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina, na última terça-feira (27). A travessia foi registrada por câmeras de segurança. A operação contou com apoio internacional de ao menos dois países, incluindo participação de integrantes do governo argentino de Javier Milei.
A apuração apontou que um ex-agente da agência de inteligência israelense Mossad, naturalizado norte-americano, chegou ao Brasil em 19 de outubro acompanhou Flávio de Brasília até a Argentina, permanecendo na van durante o cruzamento da fronteira.






