Fim do reembolso de IVA pode afetar competitividade do setor estético
Fim do reembolso de IVA para turismo estético preocupa clínicas na Coreia do Sul.
Corte de incentivo fiscal impacta turismo médico na Coreia do Sul
O corte de incentivo fiscal na Coreia do Sul pode ter sérias repercussões para o turismo médico. A partir de 31 de dezembro, o reembolso do IVA, que permitia a pacientes internacionais solicitar a devolução do imposto sobre procedimentos estéticos, será encerrado. Essa mudança leva a um aumento no custo final dos tratamentos, o que pode reduzir a competitividade do país diante de rivais como Tailândia e China.
Consequências para o setor de estética
O incentivo fiscal foi um dos pilares do turismo médico na Coreia do Sul nos últimos anos. Desde 2016, ele permitiu que pacientes estrangeiros recuperassem 10% do valor gasto em procedimentos estéticos. Com a retirada do benefício, as clínicas locais e intermediários já estão preocupados com um aumento na percepção de custo, o que pode afetar o fluxo de visitantes interessados em tratamentos de beleza. Dados apontam que os gastos de turistas estrangeiros no setor de saúde chegaram a 1,24 trilhão de won em 2024, triplicando em comparação aos anos anteriores à pandemia.
Pressão da indústria e reações
A reação à decisão do governo não tardou. Diversas associações médicas e clínicas começaram a pressionar as autoridades para reconsiderar o corte, ressaltando que a medida atinge principalmente os pacientes que buscam tratamentos de custo médio. A falta do reembolso do IVA poderá levar à volta de práticas de preços abusivos, uma vez que o incentivo servia como um mecanismo de controle, obrigando as clínicas a fornecer recibos detalhados e garantindo maior transparência.
Concorrência no mercado de turismo estético
A concorrência no setor está se intensificando. Países vizinhos como Singapura e Tailândia estão ampliando a oferta de pacotes de turismo médico, enquanto a província de Hainan, na China, busca se estabelecer como um novo polo de atração para pacientes. A Coreia atualmente detém 62% do mercado chinês de turismo médico e estético, mas essa porcentagem pode cair se o país for percebido como uma opção mais cara.
Expectativas para o futuro
Com o cenário incerto, a indústria aguarda um retorno ao debate legislativo para reverter a decisão. Representantes do setor acreditam que, dadas as consequências potenciais, o governo pode reconsiderar sua posição. A expectativa é de que, assim como outros incentivos fiscais retirados anteriormente, o reembolso do IVA também possa ser restabelecido após pressão contínua do setor.
Diante disso, a comunidade médica e os operadores de turismo médico permanecem em alerta, esperando que a situação seja revista antes que os efeitos negativos se tornem irreversíveis.





