Sobrecarga no calendário e lesões no futebol feminino afetam jogadoras

Relatório da FIFPro destaca o impacto da agenda lotada e da falta de jogos

Sobrecarga no calendário e lesões no futebol feminino afetam jogadoras
Aitana Bonmatí, jogadora do Barcelona, enfrenta lesões. Foto: Barcelona Femení

Estudo revela que jogadoras de elite vivem esgotamento por agenda lotada, enquanto outras têm falta de jogos.

A situação crítica do futebol feminino

O futebol feminino enfrenta desafios significativos, com jogadoras de elite sentindo os efeitos do esgotamento devido à sobrecarga de jogos, enquanto outras sofrem com a escassez de partidas. Este fenômeno foi evidenciado em um novo relatório da FIFPro, divulgado em 12 de outubro. A pesquisa aponta que, nas ligas alemã e francesa, as jogadoras competem em média apenas 14 partidas por temporada, resultando em uma média de um jogo e meio por mês.

Desigualdade nas ligas europeias

O estudo revela que, mesmo com o aumento do número de jogos no topo do futebol feminino, as principais jogadoras estão sendo forçadas a equilibrar uma quantidade crescente de partidas entre clubes e seleções, mas sem tempo adequado para recuperação. A Women’s Super League, por exemplo, mostra um descompasso considerável, onde uma atleta do Arsenal participou de 13 partidas a mais do que uma jogadora do Crystal Palace, da segunda divisão, o que destaca a desigualdade no calendário.

Efeitos da falta de tempo de jogo

A falta de tempo de jogo significativo gera um ciclo prejudicial. Jogadoras que não competem o suficiente chegam menos preparadas às partidas, o que pode resultar em uma maior probabilidade de lesões e perda de espaço em convocações para seleções nacionais. Maitane Lopez, jogadora da seleção espanhola, enfatiza que as jogadoras mais jovens carecem de minutos em campo para evoluir.

A carga excessiva das jogadoras de elite

Por outro lado, Aitana Bonmatí, tricampeã da Bola de Ouro, é um exemplo da elite sobrecarregada. Na última temporada, a meio-campista do Barcelona fez 60 aparições, contribuindo para o sucesso do clube e da seleção. Recentemente, Bonmatí se afastou dos campos após uma cirurgia na fíbula esquerda, evidenciando o custo da carga excessiva de jogos.

A necessidade de investimento e condições adequadas

A situação das jogadoras é ainda mais preocupante quando se considera que, mesmo atuando em grandes clubes, elas não têm acesso às mesmas condições que os jogadores masculinos. Falta de voos fretados, equipes dedicadas de nutrição e fisioterapia, além de infraestrutura adequada para recuperação, são algumas das carências enfrentadas. Lopez destaca que a carga de trabalho está aumentando mais rapidamente do que as medidas implementadas para proteger as atletas.

A importância da saúde mental

A questão do burnout e da saúde mental também não pode ser ignorada. Segundo os especialistas, investir nas condições ao redor das jogadoras é crucial para garantir que elas tenham tempo para descansar e se recuperar. O futebol feminino ainda está em um estágio de desenvolvimento em que muitos desafios precisam ser superados para que as atletas possam competir em igualdade de condições com seus colegas masculinos. É fundamental que as ligas e as associações esportivas considerem essas questões para garantir um futuro mais sustentável e saudável para o futebol feminino.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Barcelona Femení