Ricardo Nunes pede intervenção federal na Enel após apagão em SP

Prefeito critica a concessionária e afirma que ela mente sobre equipes de atendimento

Ricardo Nunes pede intervenção federal na Enel após apagão em SP
Após mais de 50 horas, milhões de imóveis continuam sem energia

Ricardo Nunes critica a Enel e pede intervenção federal devido à falta de energia em SP.

Intervenção federal na Enel: a necessidade urgente

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), tem se manifestado firmemente sobre a situação crítica da Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na capital paulista. Após um vendaval que atingiu a região, mais de 700 mil imóveis ficaram sem energia por mais de 50 horas. Nunes considera a intervenção do Governo Federal na Enel não apenas necessária, mas urgente, alegando que a empresa não possui a equipe adequada para lidar com a crise.

Críticas à Enel e falta de transparência

Em declarações à imprensa, Nunes desafiou a afirmação da Enel de que teria 1.500 equipes em campo. Segundo ele, a realidade é bem diferente, com menos de 40 veículos circulando nas ruas de São Paulo para atender a uma situação emergencial. “Estamos na rua direto, e não vemos essas equipes. A Enel mente sobre sua capacidade de resposta”, afirmou. O prefeito destacou que há árvores caídas há mais de 70 horas esperando a remoção, o que representa um risco para a segurança pública.

Chamado à ação do Governo Federal

Diante da situação, Nunes solicitou que o Governo Federal inicie o processo de caducidade do contrato da Enel, que vence em 2028. Ele defende que uma nova empresa, com capacidade de atender as demandas da cidade, seja contratada. “A Enel não pode mais permanecer em São Paulo. Precisamos de uma mudança para garantir que a população tenha um serviço de qualidade”, declarou.

Reação do governo estadual e propostas de mudança

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também criticou a situação e a falta de ação por parte da Enel. Ele sugeriu que a intervenção federal poderia facilitar a contratação de mais pessoal para a empresa, além de propor a divisão da área de atuação da Enel entre várias companhias, visando uma resposta mais rápida e eficaz em situações de emergência. Tarcísio afirmou que o contrato atual é um entrave para melhorias, uma vez que a empresa se escora nas cláusulas existentes para evitar investimentos.

A luta pela recuperação do fornecimento de energia

Enquanto isso, a Enel informou que conseguiu restabelecer o fornecimento para cerca de 1,8 milhão de clientes dos 2,2 milhões afetados por um ciclone. A concessionária afirma que a situação é complexa em algumas áreas devido à necessidade de reconstrução da rede elétrica, que inclui a substituição de postes e transformadores. A empresa reconhece que o evento climático causou danos severos, mas se compromete a continuar trabalhando até que todos os clientes afetados tenham sua energia restabelecida.

Conclusão: um alerta para o futuro

As declarações de Nunes e Tarcísio refletem uma insatisfação crescente com a Enel e destacam a necessidade de ações urgentes para evitar que situações como essa se repitam no futuro. A pressão por uma intervenção federal na Enel pode ser um passo crucial para a melhoria dos serviços de energia em São Paulo, garantindo que a população tenha acesso a um fornecimento confiável e seguro.

Fonte: noticias.uol.com.br