Governo búlgaro renuncia após protestos da Geração Z

A saída do primeiro-ministro acontece em meio a crescentes manifestações de jovens por reformas

Governo búlgaro renuncia após protestos da Geração Z
Protesto contra o governo búlgaro em Sófia. Foto: Spasiyana Sergieva

Renúncia do governo búlgaro ocorre após semanas de protestos da Geração Z contra corrupção e políticas econômicas.

Governo da Bulgária renuncia após semanas de protestos da Geração Z

O governo da Bulgária renunciou em 11 de outubro de 2023, após semanas de protestos da Geração Z, que exigem mudanças significativas em relação às políticas econômicas e ao combate à corrupção. Os manifestantes, em sua maioria jovens profissionais urbanos, têm se mobilizado contra a administração, clamando por uma maior integração do país à corrente principal europeia e apoio à adesão à zona do euro.

O primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov fez um pronunciamento televisionado onde anunciou a renúncia momentos antes de uma votação no Parlamento sobre uma moção de censura. “Nossa coalizão se reuniu, discutimos a situação atual, os desafios que enfrentamos e as decisões que devemos tomar com responsabilidade”, afirmou Zhelyazkov. Ele salientou que o protesto era contra a “arrogância e presunção” do governo, destacando que não se tratava apenas de uma insatisfação social, mas de uma demanda por valores fundamentais.

Na semana anterior, o governo havia retirado seu plano orçamentário para 2026, o primeiro elaborado em euros, após a pressão dos protestos que se opuseram ao aumento das contribuições para a seguridade social e impostos sobre dividendos. Apesar do recuo, os protestos continuaram, demonstrando a insatisfação generalizada em relação à administração atual.

“Esta renúncia é o primeiro passo para que a Bulgária se torne um país europeu normal”, declarou Asen Vassilev, líder do partido de oposição Continue a Mudança – Bulgária Democrática, que apresentou a moção de censura. Ele enfatizou que o próximo passo deve ser a realização de eleições justas e livres, em contraposição às eleições anteriores, que foram marcadas por manipulações.

O presidente Rumen Radev agora está encarregado de buscar partidos representados no Parlamento para tentar formar um novo governo. Se esta tentativa falhar, é provável que ele nomeie uma administração interina para governar até que novas eleições possam ser convocadas.

Boyko Borissov, ex-primeiro-ministro e líder do partido de centro-direita GERB, comentou sobre sua administração, que incluiu a tentativa de acelerar a adesão da Bulgária à zona Schengen e a conclusão dos preparativos para a adesão ao euro. Ele se posicionou como uma oposição forte, disposto a trabalhar para vencer as próximas eleições.

A Bulgária, que ingressou na União Europeia em 2007, é atualmente o membro mais pobre da união, com altos índices de corrupção. A renúncia do governo Zhelyazkov, portanto, não é apenas um reflexo da insatisfação popular, mas também um indicativo das profundas reformas que o país ainda precisa para atender às expectativas de sua população, especialmente da Geração Z que busca um futuro mais alinhado aos valores europeus.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Spasiyana Sergieva