Lula se reunirá com STF, Congresso e PGR para discutir violência contra mulheres

Presidente destaca a importância do compromisso coletivo no combate à violência de gênero

Lula se reunirá com STF, Congresso e PGR para discutir violência contra mulheres
Presidente Lula participa da 14ª Conferência Nacional de Assistência Social. Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES — Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Lula convocou uma reunião com autoridades para discutir a violência contra mulheres, tema em destaque em seu governo.

Lula convoca reunião sobre violência contra mulheres

Nesta sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que irá se reunir com autoridades do Supremo Tribunal Federal (STF), do Congresso e da Procuradoria-Geral da República (PGR) para discutir a violência contra mulheres. O tema, que tem sido recorrente em seus discursos, ganhou ainda mais atenção após casos recentes que chocaram a sociedade.

Lula enfatizou a necessidade de um compromisso coletivo para enfrentar essa questão, afirmando que “o enfrentamento à violência contra as mulheres não pode ser tarefa apenas do governo”. Ele destacou a importância de envolver todos os setores da sociedade, incluindo o Judiciário, os governos estaduais e municipais, além da conscientização da população sobre o respeito à autonomia feminina.

Importância da educação e do discurso

Durante sua fala na 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos, realizada em Brasília, Lula mencionou a relevância da educação na mudança de mentalidade sobre a violência de gênero. “É preciso educar as crianças, é preciso conscientizar os homens de que o lugar da mulher é onde ela quiser estar”, disse o presidente. Essa declaração reflete um esforço para inverter o discurso predominante, que muitas vezes coloca a responsabilidade sobre as mulheres, em vez de abordar a questão sob a perspectiva de educação e mudança de comportamento masculino.

Lula também fez um apelo para que as redes sociais sejam responsabilizadas por conteúdos de ódio que circulam em suas plataformas. “A liberdade de expressão não pode ser confundida com cumplicidade na prática de crimes hediondos”, afirmou, enfatizando que é inaceitável que as plataformas digitais continuem a permitir a disseminação de discursos que incentivam a violência contra as mulheres.

Casos de feminicídio e a responsabilidade das plataformas

O presidente ressaltou que não é a primeira vez que aborda a questão do feminicídio. Recentemente, casos de violência extrema contra mulheres, como o de um homem que provocou um incêndio que matou sua companheira e os quatro filhos, intensificaram seu discurso. Lula foi incisivo em afirmar que “vagabundo que bate em mulher não precisa votar em mim”, demonstrando sua indignação com a situação.

Além disso, ele defendeu que as plataformas digitais invistam em tecnologias de moderação de conteúdo para evitar a circulação de mensagens que incitem a violência. “É intolerável que publicações de incentivo ao feminicídio continuem a circular impunemente”, concluiu.

Conferência Nacional dos Direitos Humanos

A 13ª Conferência Nacional dos Direitos Humanos marca o retorno do evento após anos sem edições, visando promover diretrizes para o Sistema Nacional de Direitos Humanos. A última edição ocorreu em 2016, e o evento atual representa uma oportunidade para discutir e traçar ações concretas no enfrentamento da violência de gênero no Brasil.

Este tipo de reunião entre o governo e instituições chave é crucial para a formulação de políticas públicas efetivas. A luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade, e a colaboração entre diferentes esferas do poder é fundamental para garantir a segurança e o respeito às mulheres em todo o país.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto