A produtora critica a atuação política de figuras ligadas ao PC do B em relação ao MinC

Paula Lavigne acusa Jandira Feghali de conspirar contra a ministra Margareth Menezes do MinC.
Paula Lavigne, produtora e empresária, fez sérias acusações em áudios que estão circulando em grupos de WhatsApp, denunciando uma suposta conspiração envolvendo a deputada Jandira Feghali e outros membros do PC do B. Segundo Lavigne, o objetivo seria derrubar a atual ministra da Cultura, Margareth Menezes. Essas declarações surgem em um contexto de crescente tensão no setor cultural, especialmente após críticas do ator Wagner Moura sobre a atuação do governo Lula em relação ao projeto de lei de regulação do streaming.
No áudio, Lavigne expressa sua indignação ao ver Moura cobrando mais empenho do governo na questão, afirmando que ele estaria sendo orientado por Paulo Alcoforado, diretor da Ancine. “Muito arrependida de ter ajudado a colocar esse senhor Paulo Alcoforado, que junto com Jandira e Manoel Rangel conspiram contra a Maga”, disse ela, referindo-se a Margareth Menezes. “A verdade é essa.”
A produtora acrescenta que essa situação a revolta, especialmente dado seu apoio anterior a Alcoforado, que, segundo ela, teria influenciado Moura a criticar o governo e o MinC. Lavigne também menciona que o ex-presidente da Ancine, Manoel Rangel, está envolvido na suposta conspiração. “Estou muito, muito arrependida”, afirmou, ressaltando a seriedade de suas alegações.
Procurada pela coluna, Jandira Feghali refutou as acusações, assegurando que sua relação com a ministra é baseada em parceria e apoio mútuo. “Após 40 anos de vida pública, lutando pela cultura brasileira, não perco tempo com intrigas menores”, afirmou a deputada. Ela também destacou que é vice-líder do governo Lula e que acredita que sob sua liderança o Brasil avança.
Os áudios de Lavigne revelaram um descontentamento crescente com a atual gestão, especialmente em relação ao papel de figuras como Alcoforado e Rangel no cenário político. A produtora não escondeu sua frustração, afirmando que o governo e o MinC têm trabalhado arduamente pelo setor audiovisual, algo que, segundo ela, não deve ser desconsiderado.
As tensões aumentaram ainda mais após as críticas de Wagner Moura, que irritaram o governo. Lavigne, em suas declarações, posicionou-se como uma defensora da gestão de Lula, afirmando que é testemunha do empenho da ministra Menezes e do governo em apoiar a indústria criativa.
“A gestão do MinC está fazendo um trabalho significativo, e não posso ser injusta. Estou ao lado do MinC vendo todo o sacrifício que eles vêm fazendo pelas nossas causas”, enfatizou.
Com as declarações de Lavigne, o clima no setor cultural se intensifica, e as repercussões políticas dessas alegações podem ter um impacto duradouro nas relações entre os artistas e o governo. Jandira e outros envolvidos podem ter que lidar com as consequências de uma situação que expõe divisões profundas dentro do cenário cultural e político brasileiro.
A relação entre Lavigne e os mencionados não parece ser simples, e os desdobramentos dessa polêmica devem ser acompanhados de perto nos próximos dias. Com a cultura em jogo e os interesses políticos em conflito, a atenção do público e dos meios de comunicação estará voltada para como essa situação se desenrolará.
Fonte: redir.folha.com.br
Fonte: Mônica Bergamo





