Banco estatal do DF revisa expansão em meio a apurações internas
Investigação do caso Master leva BRB a reavaliar sua expansão e planos de nacionalização.
Investigação do caso Master e suas consequências para o BRB
A investigação do caso Master pela Polícia Federal está impactando diretamente os planos de expansão do Banco Regional de Brasília (BRB). O novo presidente do banco, Nelson de Souza, comunicou aos funcionários que a continuidade da expansão está sob reavaliação. Esta ação é uma resposta ao mapeamento dos danos causados pelas operações realizadas com o Banco Master, que envolvem indícios de fraudes em carteiras de crédito adquiridas pela instituição.
A expansão do BRB e os desafios enfrentados
No início de 2019, sob a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), o BRB operava em seis estados além do Distrito Federal. Atualmente, essa quantidade aumentou para 19 estados. Contudo, a recente decisão de encerrar mais de 20 agências na Bahia, abertas entre 2021 e 2023, levanta preocupações sobre a continuidade dessa trajetória. O banco também está colocando à venda mobiliário dessas unidades fechadas. Em resposta a questionamentos, o BRB afirmou que está focado em consolidar seus negócios e não tem planos de vender ativos fora do DF.
Patrocínios e auditoria interna
A expansão do BRB também foi simbolizada pelo patrocínio de R$ 32 milhões anuais ao Flamengo, um dos clubes de futebol mais populares do Brasil. Desde o início desse contrato, o banco conquistou cerca de 3,7 milhões de novos clientes. Entretanto, a nova administração está realizando uma auditoria interna para reavaliar todos os contratos de patrocínio. A instituição não revelou os motivos específicos para essa investigação, mas outras fontes indicam que ela é parte de um exame mais amplo devido às irregularidades relacionadas ao caso Master.
Negócios e contratos em andamento
Nos últimos anos, o BRB buscou expandir sua atuação através de licitações, ganhando contratos para gerenciar depósitos judiciais em estados como Alagoas, Bahia e Paraíba. Em junho deste ano, o banco começou a administrar a folha de pagamento do governo do Tocantins. A carteira de depósitos judiciais do BRB alcançou R$ 25 bilhões até o final de março de 2025. A instituição reafirmou que todos os contratos estão sendo cumpridos, com novas oportunidades sendo avaliadas de acordo com critérios técnicos e regulatórios.
Conclusão
A investigação em curso e as medidas de reavaliação dos planos de expansão do BRB refletem um momento crítico para a instituição. Com a auditoria interna e o foco na consolidação de suas operações, o banco busca não apenas resolver questões internas, mas também manter sua relevância e participação no mercado financeiro brasileiro.





