Diagnóstico de depressão atinge agentes penitenciários no Brasil

Pesquisa revela que 10,7% dos profissionais estão afetados pela doença.

Diagnóstico de depressão atinge agentes penitenciários no Brasil
Agentes penitenciários durante atividade – Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Um estudo recente aponta que 10,7% dos agentes penitenciários brasileiros foram diagnosticados com depressão.

O cenário da saúde mental entre os agentes penitenciários brasileiros se torna alarmante com os dados de uma nova pesquisa. O estudo, que abrangeu 22,7 mil profissionais entre 2022 e 2024, revela que 10,7% destes agentes foram diagnosticados com depressão, além de 20,6% enfrentando transtornos de ansiedade.

Entenda o Caso

Os agentes penitenciários desempenham uma função vital para a segurança pública do país, atuando em condições frequentemente desafiadoras e estressantes. A pesquisa, realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), expõe não apenas a incidência de doenças mentais, mas também problemas físicos que afetam essa categoria, como hipertensão (18,1%) e obesidade (12,5%). A saúde mental desses profissionais é uma questão que merece atenção, uma vez que suas funções muitas vezes são invisibilizadas pela sociedade.

Detalhes do Acontecimento

Os resultados da pesquisa foram divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, que também revelou que 4,2% dos agentes relataram ter transtorno de pânico. Apesar dos desafios enfrentados, 15,9% dos profissionais afirmaram estar “muito satisfeitos” com seu trabalho, enquanto 59,3% se disseram “satisfeitos”. Contudo, a percepção de reconhecimento por parte da sociedade é baixa, com 50,7% dos agentes sentindo que seu trabalho é raramente valorizado.

Repercussão e O Que Vem Por Aí

Diante desse cenário preocupante, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, destacou a urgência de implementar políticas de cuidado voltadas para a saúde mental dos agentes penitenciários. Ele enfatizou que esses profissionais são essenciais para a segurança pública e que suas necessidades têm sido frequentemente negligenciadas. A expectativa é que, com a divulgação desses dados, haja uma mobilização para estruturar um suporte mais efetivo e humanizado, visando melhorar o bem-estar e a valorização desses trabalhadores.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Marcelo Camargo/ Agência Brasil