Governo busca aprovação urgente de projeto para evitar contingenciamentos.

Governo prioriza projeto de lei que corta benefícios fiscais para equilibrar orçamento em 2025.
O impacto da redução de benefícios fiscais
A proposta de redução de benefícios fiscais foi apresentada em um contexto de necessidade urgente por parte do governo. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025, que estabelece um corte de 10% sobre os benefícios tributários, visa equilibrar as contas públicas em 2025. Essa medida é vista como crucial para evitar contingenciamentos que poderiam afetar programas sociais e emendas parlamentares em um ano eleitoral.
O que é o Projeto de Lei Complementar 128/2025?
O PLP 128/2025, apresentado pelo deputado Mauro Benevides Filho, já recebeu a aprovação da Comissão de Finanças e Tributação e aguarda votação em plenário. A proposta prevê um corte escalonado de pelo menos 5% em todos os benefícios federais no próximo ano, com um novo corte de 5% em 2026. No entanto, os percentuais podem variar de acordo com o setor, desde que respeitem o limite mínimo estabelecido.
Importante destacar que microempresas, partidos políticos, sindicatos e áreas de livre comércio não serão afetados pela proposta. Além disso, a concessão de novas isenções fiscais será vedada, a menos que seja acompanhada da redução de outros benefícios de valor equivalente.
Consequências da não aprovação
O presidente da Câmara, Hugo Motta, designou o deputado Aguinaldo Ribeira como relator do projeto, enfatizando sua importância para a estabilidade do orçamento. O líder do PT, Lindbergh Farias, alertou que a não aprovação do projeto pode resultar em cortes drásticos em programas sociais, afetando diretamente a população. Segundo Farias, a falta de entendimento sobre a urgência da medida pode levar a um cenário preocupante, onde faltariam R$ 20 bilhões para fechar as contas do governo.
O papel do Congresso na aprovação
Com a proximidade do final do ano legislativo, a urgência pela aprovação do PLP 128/2025 aumenta. A proposta não só representa uma tentativa de equilibrar as contas, mas também um teste para a base governista na Câmara. A capacidade de mobilização e convencimento dos parlamentares será fundamental para a aprovação em um cenário marcado por interesses conflitantes e um ano eleitoral à vista.
A luta pela aprovação desse projeto reflete a complexidade da gestão fiscal e as pressões políticas que permeiam o cenário atual. O governo espera que a Câmara compreenda a gravidade da situação e vote a favor da proposta para evitar um impacto negativo em diversas áreas da administração pública.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo





