Projeções de inflação são revisadas pelo mercado

Economistas ajustam expectativas para o IPCA e PIB em 2025 e 2026.

O mercado revisou as projeções de inflação para 2025 e 2026, com queda nas expectativas do IPCA e manutenção do PIB.

A recente revisão das projeções de inflação revela um cenário de ajustes e expectativas no mercado financeiro. Com a divulgação do Boletim Focus na última segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, as estimativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do Brasil, sofreram uma leve redução, passando de 4,40% para 4,36% para o ano de 2025.

O cenário da inflação no Brasil

O ajuste nas previsões ocorre em um contexto em que os dados de novembro, divulgados pelo IBGE, mostraram que a inflação já se encontra dentro do intervalo estipulado pela meta do governo, que é de 3% com um limite de até 4,5%. Para 2026, a projeção do IPCA também foi revista, caindo de 4,16% para 4,10%. As expectativas para os anos seguintes, 2027 e 2028, permanecem estáveis, com a inflação prevista em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Expectativas para o PIB e o câmbio

No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas para o crescimento foram mantidas em 2,25% para 2025 e 1,80% para 2026, embora a previsão para 2027 tenha registrado uma leve queda, de 1,84% para 1,83%. Para 2028, o crescimento projetado do PIB permanece em 2%. Em relação ao câmbio, o mercado espera que o dólar encerre o ano cotado a 5,40 reais, com previsões mantendo a taxa em 5,50 reais nos anos subsequentes.

A taxa de juros e suas implicações

Na semana anterior, o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou que a taxa básica de juros, a Selic, deve encerrar o ano em 15%, o patamar mais elevado em quase duas décadas. O mercado está projetando um ciclo de cortes na taxa de juros para o próximo ano, com a expectativa de que a Selic feche 2026 em 12,13%, uma ligeira redução em comparação à previsão de 12,25% anterior. Para os próximos anos, a expectativa é de que a taxa de juros alcance um dígito apenas em 2028, com projeções de 10,50% para 2027 e 9,50% para 2028, refletindo a estabilidade nas expectativas do mercado em relação a esses indicadores econômicos.