Impedimento gera comoção na formatura de filha

Mãe denuncia cobrança indevida em escola pública de Salvador.

Uma mãe de Salvador alega ter sido impedida de participar da formatura da filha devido a uma cobrança indevida de R$ 100.

Uma situação lamentável e de grande repercussão ocorreu em Salvador, quando Deise de Andrade, mãe de uma aluna da Escola Municipal Elísio Ataíde, relatou ter sido impedida de participar da formatura da filha devido a uma cobrança de R$ 100 que não conseguiu pagar a tempo. O evento, que deveria ser um momento de celebração, acabou se transformando em uma fonte de angústia e revolta para a família.

O cenário da cobrança na escola pública

A situação se desenrolou na última sexta-feira, 12 de dezembro de 2025, na escola localizada no bairro Cajazeiras 5. De acordo com Deise, a taxa de R$ 100 foi apresentada como obrigatória para a participação na cerimônia de formatura e, mesmo se tratando de uma instituição pública, a cobrança foi imposta. A mãe tentou contatar a professora da filha para regularizar a situação, mas seu pedido foi negado.

Reações e indignação

As emoções de Deise foram expostas nas redes sociais, onde ela apareceu visivelmente abalada ao relatar o ocorrido. Segundo ela, o vice-diretor da escola, identificado apenas como Felipe, teria afirmado que nem mesmo o prefeito poderia permitir sua entrada no evento. Essa declaração gerou ainda mais descontentamento, levantando questões sobre a transparência e a legalidade das cobranças em escolas públicas.

Resposta da Secretaria Municipal da Educação

A Secretaria Municipal da Educação (Smed) foi contatada para comentar o caso e, em nota, esclareceu que não são cobradas taxas para festas, formaturas ou qualquer outro evento nas escolas da rede pública municipal. Além disso, a secretaria afirmou que irá investigar os fatos relatados por Deise e que tomará as providências necessárias, se for o caso.

Esse episódio chamou a atenção para a importância de esclarecer e garantir os direitos dos alunos e suas famílias em instituições de ensino público, onde a gratuidade deve ser respeitada. O caso de Deise e sua filha se torna um símbolo de um problema maior, que afeta muitas famílias em situações semelhantes, e espera-se que ações efetivas sejam tomadas para prevenir que isso ocorra novamente.