Presidente aborda a violência de gênero em reunião com autoridades
Lula compara machismo à escravidão em reunião sobre violência contra mulheres.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma declaração impactante em uma reunião sobre violência contra mulheres, realizada no dia 16 de dezembro de 2025. Ele comparou o machismo à mentalidade escravocrata, afirmando que muitos homens são educados para se verem como “donos” das mulheres, assim como os senhores de escravos no Brasil colonial.
Contexto da Declaração
Durante o encontro, que contou com a presença de autoridades do Judiciário e do governo, Lula apontou que essa cultura de posse está profundamente enraizada na sociedade brasileira. Ele descreveu a formação de homens que crescem sem entender que não têm direito sobre as mulheres, comparando esta mentalidade à forma como os escravocratas tratavam seus escravos: “Ele não podia ser dono; ele podia vender, matar ou bater”.
Exemplos de Violência
O presidente trouxe à tona casos recentes de violência que chocaram a sociedade, incluindo um incidente em que um homem arrastou uma mulher por um quilômetro em São Paulo. Lula relatou uma conversa com sua esposa, Janja, em que ela expressou tristeza ao ouvir sobre a violência contra outras mulheres. Ele destacou que o medo de denunciar os agressores é um obstáculo significativo para a luta contra a violência de gênero.
A Educação e o Machismo
Lula também abordou a questão da educação desigual entre meninos e meninas, afirmando que essa disparidade contribui para a perpetuação do machismo. Ele mencionou que enquanto as meninas são incentivadas a manter a virginidade, os meninos são levados a provar sua masculinidade desde cedo. Essa diferença na educação pode gerar um ambiente propício para a violência de gênero.
Avanços e Desafios
O presidente reconheceu que o avanço das mulheres na sociedade incomoda alguns homens, que se sentem ameaçados por isso. Ele elogiou as conquistas das mulheres em diversas áreas, como a política e o trabalho, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito para garantir a segurança e o respeito necessários. Lula propôs um pacto nacional contra o feminicídio, buscando a colaboração de todos os poderes.
Conclusão
A reunião não resultou em um plano de ação imediato, mas Lula deixou claro que a luta contra a violência de gênero deve ser uma responsabilidade compartilhada entre todas as esferas do poder, incluindo prefeituras e governos estaduais. O presidente continua a enfatizar a importância da educação e da mudança cultural como pilares essenciais para transformar a realidade da violência contra as mulheres no Brasil.





