Erika Hilton critica candidatura de Flávio como atitude patética

Deputada discute anistia e eleições em entrevista ao Poder360

Erika Hilton classifica candidatura de Flávio Bolsonaro como patética e discute anistia.

A candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026 foi alvo de críticas contundentes por parte da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). Durante uma entrevista ao Poder360, realizada em 16 de dezembro de 2025, Hilton não hesitou em classificar a movimentação política do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como uma “atitude patética”. Para a congressista, a candidatura não possui viabilidade e parece mais uma tentativa desesperada de criar um “frisson” que possa resultar em algum tipo de anistia para a família Bolsonaro.

A crítica à candidatura

Hilton argumenta que Flávio não tem condições reais de angariar votos e que a movimentação tem como único propósito pressionar por anistias. “Não é possível que, depois de tantos anos na vida pública, não saibam fazer cálculos eleitorais. Isso me parece um malabarismo que foi usado para criar o frisson necessário para tentar tirar algum tipo de anistia”, disse a deputada. Ela acredita que a candidatura não irá prosperar e que, se por acaso o fizer, seria motivo de celebração para aqueles que desejam superar a disputa já no primeiro turno.

Críticas à gestão da Câmara

Além de criticar Flávio Bolsonaro, Hilton também não poupou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para ela, Motta não demonstrou a firmeza necessária para organizar os trabalhos da casa, o que comprometeu a pauta legislativa. “Ele poderia ter feito uma gestão melhor, mas infelizmente não tem sido satisfatória”, avaliou.

A necessidade de renovação

A deputada concordou com as palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que o atual Congresso está em um nível baixo de qualidade. Hilton defende a necessidade de uma renovação no Congresso Nacional, argumentando que é fundamental que os legisladores representem verdadeiramente os interesses da população e não se deixem levar por agendas que desrespeitam as instituições.

O contexto legislativo

Recentemente, a Câmara dos Deputados aprovou o PL da Dosimetria, que serve como uma alternativa ao PL da Anistia, visando reduzir as penas de condenados por atos de vandalismo e tentativas de golpe de Estado. Essa aprovação está intrinsecamente ligada ao cenário político conturbado e às implicações da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Erika Hilton, que foi eleita em 2022 e se tornou a primeira mulher trans e negra a ocupar uma cadeira na Câmara, é conhecida por sua atuação em pautas de direitos humanos e igualdade racial, construindo uma trajetória política a partir do ativismo social.

Com sua contundente análise, Hilton não apenas critica a candidatura de Flávio Bolsonaro, mas também coloca em evidência a necessidade de renovação e o papel do Congresso em representar os interesses da sociedade.