A operação apura esquema de lavagem de dinheiro e ICMS.

Operação investiga empresário e contadora por sonegação de R$ 4 milhões na Bahia.
Um esquema de sonegação fiscal de aproximadamente R$ 4 milhões está sendo investigado pela Força-Tarefa de Combate à Sonegação Fiscal na Bahia. A operação, que ocorreu na manhã de 17 de dezembro de 2025, mira um empresário do setor de combustíveis e uma contadora, que supostamente estiveram envolvidos em fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.
Contexto da Operação
A operação, nomeada Primus II – Fase Deuteros, foi conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e cumpriu mandados de busca e apreensão em Feira de Santana e Conceição do Jacuípe. As investigações revelaram que o empresário utilizava laranjas como sócios de empresas que, na verdade, não exerciam controle sobre as atividades. Essas empresas, em número de aproximadamente 14, foram criadas de forma fraudulenta e operavam juntas para adiar indefinidamente o pagamento do ICMS, sem a intenção de regularizar a situação.
Os promotores de Justiça, juntamente com a Polícia Civil e servidores do Fisco, participaram da operação, que envolveu um total de 66 profissionais, incluindo 12 delegados e 48 policiais especializados.
Detalhes da Investigação
A contadora, também alvo da operação, teria sido responsável pela escrituração das empresas envolvidas. Além disso, as investigações apontam para a abertura de novas empresas em nome de terceiros, que eram utilizadas para lavar recursos oriundos das atividades ilícitas. A operação anterior, realizada em outubro, já havia desarticulado uma rede criminosa com vínculos em vários municípios da Bahia e ramificações em outros estados.
O MPBA informou que bens de cinco pessoas físicas e três jurídicas foram bloqueados por ordem judicial. As medidas judiciais incluem a apreensão de veículos de luxo e equipamentos utilizados na prática criminosa.
Conclusão e Impactos
A operação Primus II destaca a atuação contínua das autoridades brasileiras no combate à sonegação fiscal e à lavagem de dinheiro. As investigações ainda estão em andamento, e o bloqueio e sequestro de bens que totalizam mais de R$ 6,5 bilhões foram autorizados judicialmente, sinalizando a seriedade com que o Estado trata esses crimes.
A expectativa é que os desdobramentos da operação tragam à tona mais informações sobre a extensão do esquema e possíveis novos envolvidos.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: MPBA





