Progresso nas negociações não garante mudanças na próxima reunião.

Embaixador da OMC afirma que não haverá acordo na próxima reunião sobre reformas urgentes.
O cenário das reformas na OMC
Os países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão em um processo de discussão sobre reformas necessárias para a instituição, mas, segundo o embaixador que lidera as negociações, um acordo não será alcançado na próxima grande reunião marcada para março de 2026. A urgência dessas reformas é amplamente reconhecida, pois a OMC enfrenta desafios significativos para se manter relevante no cenário global.
A crise da OMC
Com 30 anos de existência, a OMC é vista como uma entidade crucial para a regulação do comércio internacional. No entanto, a paralisia nas decisões, que depende do consenso de todos os 166 membros, tem dificultado a aprovação de novos acordos. Essa situação gerou um clamor entre os membros para que a tomada de decisão seja aprimorada, reconhecendo que a atual regra está obsoleta e impede o avanço.
As declarações do embaixador
O embaixador da Noruega na OMC, Petter Olberg, destacou em um documento que a diversidade de propostas para a reforma torna improvável a resolução durante a próxima reunião ministerial em Yaoundé, Camarões. Apesar da dificuldade em chegar a um consenso, ele notou que há progresso nas discussões e acredita que uma estrutura para avançar será acordada.
Frustração dos Estados Unidos
Os Estados Unidos expressaram preocupação com os bloqueios impostos pelo atual sistema de consenso, que, segundo eles, está ameaçando a viabilidade da OMC. Em um comunicado, os EUA alertaram que a incapacidade de alcançar consensos pode levar os países a buscar acordos fora da OMC, prejudicando a estrutura multilateral existente. Além disso, enfatizaram a necessidade de discutir o princípio da Nação Mais Favorecida (NMF), que exige que todos os membros sejam tratados igualmente.
Desafios e divergências
Uma fonte diplomática observou que a posição dos EUA não é amplamente apoiada entre os membros, e que a insistência em reformas que desafiem os princípios fundamentais da OMC representa um obstáculo significativo. Desde que o ex-presidente Donald Trump impôs tarifas mais altas, a proporção do comércio global sob os termos da NMF caiu, evidenciando as tensões que permeiam as negociações internacionais.
A OMC, portanto, se vê em um momento decisivo, onde a necessidade de reforma é uma constante, mas a falta de um acordo claro sobre como proceder pode comprometer seu futuro como reguladora do comércio global.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: Sede da OMC em Genebra em 05





