Após tragédia, parque implementa medidas para evitar novos incidentes

Zoológico Parque Arruda Câmara reabre com novas regras de segurança após a morte de um jovem em novembro.
O zoológico Parque Arruda Câmara, conhecido como Bica, localizado em João Pessoa (PB), reabriu suas portas nesta quinta-feira, 18 de dezembro de 2025, após um fechamento de mais de duas semanas. A interrupção ocorreu devido à tragédia que vitimou Gerson de Melo Machado, de 19 anos, conhecido como “Vaqueirinho”, que invadiu o recinto dos leões e foi atacado por uma leoa, resultando em sua morte.
Novas regras e segurança aprimorada
Durante o período de fechamento, o parque passou por uma revisão completa de suas estruturas e protocolos de segurança, implementando novas regras que visam garantir a proteção tanto dos visitantes quanto dos animais. O zoológico agora opera de quarta a domingo, das 9h às 16h, e os visitantes estão proibidos de alimentar os animais, além de serem obrigados a manter uma distância mínima dos recintos.
Uma das principais inovações é a instalação de um sistema de monitoramento com câmeras de Inteligência Artificial, que visa melhorar a vigilância e a segurança no local. A administração do parque também se comprometeu a observar constantemente a leoa Leona, o animal envolvido no incidente, que deve se tornar o mais visitado do zoológico. O recinto dos leões passou por um “enriquecimento ambiental” e será monitorado por uma equipe de veterinários, que tem a autoridade de interromper a visitação caso os critérios de saúde e segurança não sejam respeitados.
Um olhar sobre a tragédia
A morte de Gerson expôs não apenas falhas nos protocolos de segurança, mas também uma complexa teia social envolvendo sua vida. O jovem, que desde cedo lidou com problemas mentais, escalou uma parede de mais de seis metros para acessar a jaula da leoa. Ele sonhava em viajar para a África e “domar leões”, um desejo que, infelizmente, culminou em sua morte. A conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou Gerson durante sua infância, relatou que ele cresceu em condições de extrema vulnerabilidade, sem o suporte necessário para lidar com seus desafios.
Impactos e reflexões
Após o incidente, a Polícia Civil da Paraíba realizou uma investigação, concluindo que não houve falhas de segurança que justificassem o ocorrido, considerando-o um “fato atípico”. O Ministério Público da Paraíba também abriu dois procedimentos de investigação sobre o caso, que continuam em andamento. A reabertura do zoológico traz à tona a urgência de discutir a saúde mental e a proteção de jovens em situação de vulnerabilidade, evidenciando que a tragédia não se limita a um acidente, mas reflete questões sociais mais amplas que precisam ser abordadas.
A administração do parque, assim como as autoridades locais, agora enfrenta o desafio de não apenas garantir a segurança dos visitantes, mas também de considerar o bem-estar dos animais e a complexidade dos seres humanos que interagem com eles.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: colorida da leoa Leona – Metrópoles





