Estudo revela que jovens negros nordestinos são principais vítimas de armas

A análise do Instituto Sou da Paz mostra desigualdades alarmantes.

Estudo revela que jovens negros nordestinos são principais vítimas de armas
Estudo do Instituto Sou da Paz revela o perfil das vítimas de armas de fogo no Brasil. Foto: Jovem, preto e nordestino: estudo revela principais vítimas de arma de fogo, aponta levantamento do Instituto Sou da Paz • Pexels

Pesquisa recente mostra que jovens negros nordestinos são os mais afetados pela violência armada no Brasil.

A realidade da violência armada no Brasil

A violência armada no Brasil apresenta um perfil de vítimas que reflete desigualdades estruturais profundas. Segundo a 3ª edição da pesquisa “Custos da Violência Armada: gastos da saúde pública com atendimento de vítimas de armas de fogo”, do Instituto Sou da Paz, os dados coletados até 2024 mostram que a maioria dos internados no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a lesões por armas de fogo são homens (89%) e pessoas negras (82%).

O impacto da idade e do gênero

Os jovens entre 15 e 29 anos são o grupo etário mais afetado, correspondendo a 52% dos pacientes internados. O estudo também revela que 77,3% das internações são causadas por agressões de terceiros. Além disso, as desigualdades de gênero se manifestam nas causas das internações: 78% dos homens internados são vítimas de agressão, enquanto para as mulheres esse número é de 70%. As mulheres, no entanto, enfrentam uma maior exposição a acidentes, representando 21% dos casos contra 14% entre os homens.

A concentração da violência no Nordeste

O Nordeste do Brasil se destaca como a região com o maior número de internações por armas de fogo, representando 42% do total em 2024, superando os 33% da região Sudeste. Curiosamente, o Nordeste é a única região que não seguiu a tendência de queda nacional nas internações, registrando crescimento entre 2022 e 2024.

Desigualdade racial e suas consequências

A pesquisa também revela que as desigualdades são evidentes não apenas na vitimização, mas também no tipo de lesão sofrida. As pessoas negras enfrentam uma taxa de internação de 79% devido a violência armada, em comparação com 69% entre os não negros. Esse contexto alarmante exige uma reflexão urgente sobre as políticas de segurança e saúde pública no Brasil, especialmente em relação ao atendimento e prevenção da violência armada.

Um chamado à ação

Os dados apresentados enfatizam a necessidade de estratégias robustas para enfrentar a violência armada, além de políticas públicas que abordem as desigualdades raciais e sociais. A situação dos jovens negros nordestinos, que enfrentam uma realidade tão dura, deve ser uma prioridade nas agendas de saúde e segurança pública do país.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: estudo revela principais vítimas de arma de fogo, aponta levantamento do Instituto Sou da Paz • Pexels