O MP apura responsabilidades em evento com presença de crianças.
O Ministério Público do Maranhão investiga um concurso de dança com conotação sexual e presença de crianças no evento promovido pela Prefeitura de Zé Doca.
O concurso de dança promovido pela Prefeitura de Zé Doca, no Maranhão, levantou sérias preocupações e está sendo investigado pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA). O evento, realizado no dia 14 de dezembro de 2025, aconteceu logo após uma cerimônia de inauguração de obras na cidade e atraiu uma grande audiência, incluindo muitas crianças, o que gerou indignação nas redes sociais.
O evento que gerou controvérsia
Durante o concurso, três casais se apresentaram em danças que foram consideradas sexualizadas, o que levantou questões sobre a adequação da atividade, principalmente com crianças na plateia. O MP está apurando as responsabilidades dos organizadores, pois o evento pode ter infringido o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que visa proteger a integridade moral e psicológica de crianças e adolescentes.
Repercussão nas redes sociais
Os vídeos do evento rapidamente se espalharam pelas redes sociais, provocando reações tanto de apoio quanto de repúdio. A presença de crianças em um concurso que envolvia danças com conotação sexual foi amplamente criticada, levando o MP a agir. Em um comunicado, o Ministério Público enfatizou que a proteção das crianças é uma prioridade e que qualquer ato que comprometa essa segurança será tratado com seriedade.
Possíveis consequências legais
O MP destacou que os organizadores do concurso podem ser responsabilizados criminalmente por atos obscenos, com penas que variam de um a três anos de prisão, além de possíveis acusações de atos libidinosos, que podem resultar em reclusão de dois a quatro anos. A investigação está em andamento e pode levar a um processo judicial se as evidências sugerirem violação das leis vigentes.
Resposta da Prefeitura
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Zé Doca não havia se manifestado oficialmente sobre a investigação. O g1 buscou contato com a administração local, mas não obteve retorno. A falta de resposta aumenta a pressão sobre os líderes da cidade para que esclareçam a situação e garantam que eventos futuros respeitem as normas de proteção à infância.
A situação continua a ser acompanhada de perto, e a população aguarda uma posição clara das autoridades sobre o que ocorrerá a seguir.





