Senador Carlos Viana pede prorrogação para investigações mais profundas.

Após nova fase da Operação Sem Desconto, CPMI do INSS busca prorrogação.
A nova fase da Operação Sem Desconto, realizada pela Polícia Federal, revelou um esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que o senador Carlos Viana, presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito), considera “muito maior” do que se pensava inicialmente. Em uma declaração oficial, Viana defendeu a necessidade de uma prorrogação de 60 dias para permitir que as investigações sejam aprofundadas e que todos os responsáveis sejam identificados.
O impacto das novas revelações
A CPMI do INSS foi instalada em 20 de agosto de 2025 e já trouxe à tona informações preocupantes sobre a manipulação de benefícios previdenciários. Viana afirmou que a comissão foi criada para “colocar luz onde havia escuridão”, expondo um esquema que se tornou uma fonte de enriquecimento ilícito para alguns envolvidos.
Os novos dados indicam uma “complexa estrutura criminosa”, levando à prisão de vários indivíduos relacionados ao escândalo, incluindo políticos e empresários. A operação de quinta-feira teve como alvo o senador Weverton Rocha, vice-líder do governo, que foi surpreendido por buscas em sua residência. Viana salientou que a continuidade das apurações é essencial para garantir justiça às vítimas e identificar patrimônios ocultos.
As prisões e as investigações
Além de Rocha, outros indivíduos de destaque também foram presos, como Adroaldo Portal, ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência, e diversas figuras ligadas ao esquema. O ministro do STF, André Mendonça, negou o pedido da PF para a prisão preventiva de Rocha, argumentando que tal medida requer muita cautela devido ao impacto que pode causar em uma república.
A CPMI já identificou operadores do esquema e, segundo Viana, as prisões recentes confirmam a validade das investigações realizadas até aqui. A comissão busca não apenas aprofundar as apurações, mas também alcançar uma justiça plena para os aposentados que foram vítimas desse escândalo.
O futuro da CPMI
A decisão sobre a prorrogação da CPMI cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e, se aprovada, a comissão poderá funcionar até o final de maio de 2026. Viana expressou a importância desse tempo adicional para que a CPMI possa rastrear os responsáveis e assegurar que as investigações sejam concluídas de maneira eficaz.
A situação atual aponta para um momento decisivo na luta contra a corrupção no Brasil, especialmente no que se refere à proteção dos direitos dos aposentados e pensionistas. Com as novas revelações, a CPMI do INSS pode representar um passo significativo na responsabilização dos envolvidos e na restauração da confiança na previdência social.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: MG), presidente da CPMI do INSS • Geraldo Magela/Agência Senado





