Investigação apura responsabilidade na morte do menino de 6 anos.

A Polícia Civil do Amazonas cumpriu mandado de busca na casa da médica Juliana Brasil Santos, investigada pela morte do menino Benício.
O desdobramento trágico do caso Benício
A morte de Benício Xavier de Freitas, um menino de apenas seis anos, após receber uma dose de adrenalina, levanta questões sérias sobre a prática médica e sua supervisão. A Polícia Civil do Amazonas está investigando a médica Juliana Brasil Santos, responsável pela prescrição do medicamento, e realizou uma busca em sua residência na última terça-feira, 18 de dezembro de 2025.
Circunstâncias do caso
Benício foi internado no Hospital Santa Júlia em Manaus no dia 22 de novembro, apresentando sintomas de tosse seca e suspeita de laringite. Durante sua internação, a médica Juliana prescreveu a administração intravenosa de adrenalina, algo que os pais do menino consideraram incomum, uma vez que ele já havia recebido o medicamento anteriormente por nebulização. Apesar das hesitações, a técnica de enfermagem Raíza Bentes aplicou a dose, resultando em complicações que levaram à morte do menino. O caso agora é tratado como homicídio doloso qualificado, uma vez que há indícios de erro ou negligência.
A busca e apreensão
A operação policial na casa de Juliana resultou na apreensão de um celular, documentos e um carimbo usado pela médica em suas consultas. O material coletado será submetido a perícia técnica para elucidar as circunstâncias em torno da prescrição e aplicação da adrenalina. Em sua defesa, Juliana alega que um erro no sistema do hospital contribuiu para a prescrição inadequada.
Repercussão e medidas legais
A Justiça negou um pedido de prisão preventiva para Juliana e Raíza, mas determinou que ambas fossem suspensas de suas funções profissionais por um ano. O juiz Fábio Olintho de Souza destacou a necessidade de proteger os pacientes de potenciais riscos enquanto a investigação prossegue. O Hospital Santa Júlia também se manifestou, afirmando que está colaborando com as autoridades e que a segurança do paciente é uma prioridade.
O impacto emocional
O caso Benício não apenas levanta questões legais, mas também toca em aspectos emocionais profundos. A perda de uma criança em circunstâncias que poderiam ter sido evitadas é devastadora para a família e para a comunidade. O apoio à família de Benício é uma prioridade, conforme declarado pelo hospital, que afirma estar comprometido com a ética e a responsabilidade assistencial.
Conclusão
O caso continua a ser investigado, e a expectativa é que a verdade sobre o que ocorreu durante a internação de Benício seja revelada. A sociedade espera respostas que possam não apenas trazer justiça para a família da criança, mas também garantir que erros semelhantes não se repitam no futuro.
Fonte: noticias.uol.com.br





