Missionário José Olímpio assume após cassação de Eduardo Bolsonaro.
Com a cassação de Eduardo Bolsonaro, José Olímpio é novo deputado e propõe uma lei contra a 'nova ordem satânica'.
Um novo capítulo na Câmara
Após a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro, confirmada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no dia 18 de dezembro de 2025, José Olímpio, do PL-SP, tomou posse. Suplente mais votado do Partido Liberal em São Paulo, Olímpio retorna ao Congresso após seis anos fora, trazendo consigo uma proposta que resgata suas visões conservadoras e religiosas.
A trajetória de José Olímpio
José Olímpio, nascido em Itu (SP), é comerciante e bacharel em Direito. Sua carreira política começou no Legislativo municipal, onde foi vereador por seis mandatos e presidiu a Câmara Municipal de São Paulo. No Congresso, exerceu dois mandatos como deputado federal entre 2011 e 2019, e em 2022, obteve 61.938 votos, garantindo a suplência pelo PL.
Olímpio é um nome conhecido na bancada evangélica e defensor dos “valores cristãos e familiares”. Integrante da Igreja Mundial do Poder de Deus, ele é um apoiador fervoroso de Jair Bolsonaro. Durante seu mandato anterior, ficou famoso por propostas que abordavam questões religiosas e conservadoras, incluindo uma polêmica lei que visava proibir o uso de chips em humanos para evitar uma suposta “nova ordem mundial satânica”.
Propostas controversas e seu impacto
Em 2014, Olímpio apresentou um projeto de lei que proibia o implante de dispositivos eletrônicos em seres humanos, justificando que essa medida era necessária para evitar o monitoramento e controle da população. Ele argumentava que a proposta visava proteger a liberdade individual e a segurança nacional, apesar das críticas que recebeu na época.
“Pode parecer uma proposta inusitada, mas queremos evitar que soframos uma intervenção como a ocorrida no Kuwait, em 1990,” disse Olímpio na época. O projeto, no entanto, foi arquivado sem passar por votação.
O futuro na Câmara
José Olímpio agora retorna à Câmara de forma definitiva, o que permite a ele a oportunidade de reintroduzir suas propostas e ideias. A decisão de cassar Eduardo Bolsonaro foi baseada em suas ausências nas sessões deliberativas, totalizando 63 faltas em 78 sessões. A Mesa Diretora concluiu que isso inviabilizava o exercício do mandato fora do país.
A nova legislatura poderá ver novamente uma série de propostas que refletem a visão conservadora de Olímpio, incluindo a possível reintrodução de leis que tratam de questões religiosas e de segurança nacional, como a que visa combater a “nova ordem satânica”. Com isso, José Olímpio se posiciona como uma figura central na luta por valores conservadores, em um cenário político cada vez mais polarizado.





