Sóstenes e a guerra declarada contra o STF: detalhes da estratégia

Deputado federal articula ataque ao governo e investigações em curso.

Sóstenes e a guerra declarada contra o STF: detalhes da estratégia
Sóstenes Cavalcante decide confrontar o STF e expor contratos polêmicos. Foto: Mônica Bergamo

Sóstenes Cavalcante declara guerra ao STF e menciona contrato da mulher de Moraes em coletiva.

O clima político no Brasil está prestes a esquentar ainda mais. O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) decidiu partir para a guerra total contra o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF), em uma reação contundente à busca e apreensão que sofreu na manhã de 19 de dezembro de 2025. Esse movimento estratégico não apenas reflete uma postura defensiva, mas também busca provocar uma ofensiva que promete agitar as estruturas do poder.

A estratégia de ataque ao STF

Sóstenes, conhecido por suas posturas polêmicas, revelou a interlocutores que sua intenção é usar a próxima coletiva de imprensa para expor um contrato milionário do escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. O valor do contrato, que gira em torno de R$ 129 milhões, trouxe à tona várias questões éticas e legais que o deputado promete explorar durante sua fala. Essa estratégia parece ser uma tentativa de colocar a pressão sobre o STF e desviar o foco das investigações que o envolvem.

Além disso, o deputado planeja mencionar investigações que tocam figuras como Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, que teria se aproximado de Luiz Fábio, filho do presidente Lula, para tratar de negócios na área de canabidiol. Com essa narrativa, Sóstenes busca criar um contexto que justifique sua própria situação e, ao mesmo tempo, fortalecer sua imagem como um defensor da moralidade pública.

O desdobramento das investigações

A operação da Polícia Federal, que culminou na apreensão de aproximadamente R$ 430 mil em dinheiro vivo na residência de Sóstenes, faz parte da Operação Galho Fraco. Esta operação investiga um esquema de desvio de recursos da cota parlamentar, em que vários deputados e seus assessores estariam envolvidos em práticas ilegais com o intuito de desviar verbas públicas. A investigação já se desdobrou em várias frentes, e os indícios de conluio entre os assessores de Sóstenes e Carlos Jordy (PL-RJ) são alarmantes.

A escalada do confronto

A decisão de Sóstenes de aumentar a tensão com o STF não é apenas uma questão de defesa pessoal, mas também uma manobra política que visa galvanizar seu eleitorado e seus aliados dentro do PL. Em meio a um cenário onde a corrupção é frequentemente debatida, o deputado tenta se posicionar como um paladino da justiça, apontando os dedos para escândalos que envolvem outros membros do governo.

Além de sua crítica ao STF, ele pretende mencionar investigações que envolvem Weverton Rocha (PDT-MA), outro político que também foi alvo de operações semelhantes. A estratégia é clara: criar uma narrativa onde ele não é o único sob investigação, mas parte de um sistema que, segundo ele, está repleto de irregularidades.

Implicações futuras

A partir de agora, a coletiva de imprensa de Sóstenes não será apenas um evento isolado; é um sinal claro de que a tensão entre o Legislativo e o Judiciário pode atingir novos patamares. O deputado e seus aliados veem essa movimentação como uma oportunidade de reverter a imagem negativa que surgiram em meio às investigações, ao mesmo tempo que buscam mobilizar sua base política contra o que consideram um ataque à democracia.

Em suma, a guerra declarada por Sóstenes Cavalcante contra o STF e o governo Lula não é apenas um ato de desespero, mas uma jogada bem calculada que poderia redefinir o jogo político nos próximos meses.

Fonte: redir.folha.com.br

Fonte: Mônica Bergamo