Interceptação de avião venezuelano em terra Yanomami

Aeronave foi forçada a pousar após violar espaço aéreo brasileiro.

A FAB interceptou um avião da Venezuela que pousou em terra Yanomami após violar o espaço aéreo.

Na manhã desta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou a interceptação de um avião venezuelano que havia violado o espaço aéreo nacional e sobrevoava a Terra Indígena Yanomami, em Roraima. O evento se desenrolou quando caças A-29 Super Tucano e uma aeronave de alerta aéreo E-99 foram acionados após a detecção da aeronave suspeita por radares.

O avião, um Cessna 182P, não possuía um plano de voo registrado, o que levou à adoção de medidas de interceptação. Durante a operação, os pilotos da FAB tentaram estabelecer comunicação via rádio, mas sem sucesso. Diante disso, o piloto da aeronave venezuelana optou por realizar um pouso forçado em uma pista de terra situada a cerca de 15 km ao sul do município de Amajari, a aproximadamente 60 km de Boa Vista.

Após o pouso, a FAB enviou um helicóptero H-60 Black Hawk para monitorar a situação no solo. Ao chegarem ao local, as autoridades encontraram a aeronave abandonada, apresentando avarias estruturais significativas decorrentes do pouso forçado, mas o piloto não foi localizado. Este incidente marca a segunda interceptação de um avião venezuelano na mesma região em um intervalo de um mês.

No dia 19 de novembro de 2025, outro avião da Venezuela, também de matrícula adulterada, foi interceptado pela FAB. Naquela ocasião, o piloto ignorou as ordens e um tiro de aviso da FAB, pousando em uma pista de terra na Terra Indígena Yanomami, e fugiu do local. Equipes de helicóptero foram enviadas para isolar a área e confirmaram que o piloto havia escapado.

As interceptações aéreas seguem regulamentações estabelecidas por um decreto de 2004 que orienta a conduta das forças armadas em situações de ameaça à segurança nacional, incluindo o tráfico de drogas. O protocolo exige que a FAB primeiro tente orientar o piloto da aeronave suspeita a pousar em um local determinado. Se essas orientações forem ignoradas, são permitidos disparos de aviso. Em último caso, a aeronave pode ser considerada hostil e ser alvo de ação militar.

Esses eventos ressaltam a crescente preocupação com a segurança na região e a necessidade de vigilância constante sobre as atividades aéreas nas proximidades de áreas sensíveis como a Terra Indígena Yanomami.